Notas Históricas sobre a Rede Hidrológica do Estado de São Paulo – Parte II, – A criação do IGG, DAEE e CTH – por:Sergio Cirne de Toledo

18/05/2011 às 16:53 | Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário
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Este texto é a sequencia de uma materia formulada por Sergio Cirne de Toledo. A primeira parte foi postada neste blog em 13/5.

O período do Instituto Geográfico e Geológico

A rede de estações meteorológicas, sob a responsabilidade de Secção de Hidrografia e Climatologia de Departamento Geográfico e Geológico desde o ano de 1935, abrangia quase que as mesmas estações instaladas nos primeiros anos de atividades da Comissão.

Quanto às estações pluviométricas, seu número havia atingido cerca de 200 estações, após as expansões ocorridas nas primeiras décadas do século.

Como já se observou, até 1905, boa parte do território do estado era muito pouca conhecida. Grandes regiões do estado estavam inexploradas e tinham poucos habitantes, dentre os quais populações indígenas.

Nos anos de 1905, 1906 e 1907, a Comissão organizou expedições exploradoras, que fizeram os primeiros levantamentos detalhados dos Rios Paraná, Tietê, do Peie, Aguapeí e da Ribeira do Iguape.

Nas décadas iniciais do século XX, até a década de 40, foram desbravadas e colonizadas as regiões Noroeste, Sudoeste e a região extrema ocidental do estado, onde se desenvolveram rapidamente as atividades agrícolas, com a implantação da cafeicultura e da cotonicultura. Em poucos anos, regiões selvagens, ainda cobertas pelas exuberantes florestas nativas, foram transformadas em zonas agrícolas, dominadas por extensas plantações de café, de algodão e de amendoim.

Como é óbvia, a colonização destas regiões, antes desabitadas, bem como a utilização de suas terras para agricultura, impunham a necessidade da instalação de novas estações pluviométricas, para o melhor conhecimento do regime de chuvas, fundamental para as praticas agrícolas.

Nos anos de 1936 e de 1937 ocorreu notável expansão da rede de estações pluviométricas, cujo numero passou a atingir Continue Reading Notas Históricas sobre a Rede Hidrológica do Estado de São Paulo – Parte II, – A criação do IGG, DAEE e CTH – por:Sergio Cirne de Toledo…

Notas históricas sobre a Rede Hidrológica do Estado de São Paulo – Parte I, por Sergio Cirne de Toledo.

13/05/2011 às 17:06 | Publicado em artigos técnicos de servidores | 1 Comentário
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Eng Sergio Cirne de Toledo

 

 Apresentação por Ricardo Borsari 

 O registro da atividade humana é a forma de preservação da memória, que permite à sociedade a avaliação histórica de cada tempo e de como aperfeiçoar continuamente a realização dessas atividades.

A área técnica de hidrologia, que literalmente dedica à vida profissional ao registro e analise das informações hidrológicas, é a origem tecnológica de toda a cadeia de atividades dos usos e de aproveitamento hidráulico das águas, pouca atenção dá ao registro das formas como essas atividades foram realizadas ao longo desses anos todos.

Embora reconhecida à importância dessa atividade bastante complexa, do ponto de vista técnico, pela sua natureza de atividade meio para hidráulica, para a gestão de recursos hídricos e para o monitoramento ambiental, a sua pouca visibilidade levou a uma sucessão de altos e baixos ao longo dos anos, conforme os diferentes graus de prioridade a ela atribuída.

Internamente no CTH/DAEE, muitas e muitas vezes tivemos a chance, ao longo dos anos, de ouvir os relatos recortados do Eng. Sérgio Roberto Cirne de Toledo, Técnico da Divisão de Hidrologia do Centro Tecnológico de Hidráulica desde 1976, sobre esses e aqueles acontecimentos, como uma colcha de retalhos que monta o histórico da atividade de hidrologia no Estado de São Paulo e foi, por essa razão, na qualidade de Diretor na Divisão de Hidrologia, que solicitei a ele dedicasse algumas horas da sua atividade profissional à pesquisa e ao registro desses relatos, pois, mais do que qualquer outro, a sua vivência nessa atividade, e a abrangência dos seus conhecimentos em muitas outras áreas, permitem uma percepção.

O relato a seguir certamente será útil, algum dia, para uma avaliação sensata do sentido e dos aspectos, que permitem um afetivo reconhecimento da importância da ciência hidrológica para a atividade humana.

O texto abaixo foi escrito por Sérgio Roberto Cirne de Toledo – Engenheiro da divisão técnica do Centro de Hidráulica (DAEE) em Março de 2002, sendo subdividido nos seguintes capitulos: Apresentação, O periodo do Instituto Geográfico e Geológico, A Criação do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE); A Operação da Rede Hidrológica pelo Centro Técnológico de Hidráulica. Optamos por publicar a matéria em partes (capítulos), para que a mesma não fique muito extensa.

 Notas históricas sobre a rede hidrológica do estado de São Paulo

 As origens

 Nas décadas finais do século XIX, com a expansão e a prosperidade da cultura cafeeira, já atingindo as lavouras de café o Vale do Paraíba e as regiões de Campinas e Ribeirão Preto, a então Província de São Paulo, transformada na mais rica do Império, sentia grande necessidade de conhecer melhor suas características físicas, climatológicas e fitogeográficas, para estabelecer sólidas bases para a expansão segura da cafeicultura e do povoamento do interior, em grande parte desabitada.

Assim sendo, o então Presidente da Província de São Paulo, Conselheiro João Alfredo Correia de Oliveira, sancionando a lei provincial n° 9, de 27 de março de 1886, criaram à famosa e benemérita Comissão Geográfica e Geológica da Província de São Paulo, cuja chefia foi entregue ao geólogo norte-americano, Orville A Derby. Entre as secções da referida comissão havia a de Botânica e Meteorologia, dirigido pelo botânico sueco, Prof. Alberto Loefgren. Continue Reading Notas históricas sobre a Rede Hidrológica do Estado de São Paulo – Parte I, por Sergio Cirne de Toledo….

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