Uma homenagem ao Dr. Goki Tsuzuki

21/01/2015 às 13:31 | Publicado em Sem categoria | 3 Comentários
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Dr. Goki TsuzukiNo último dia 12/1 perdemos um dos nossos amigos e participantes do nosso encontro anual dos aposentados: Dr. Goki Tsuzuki.

Engenheiro competente, especializado na área Hidráulica, dirigiu o Centro Tecnológico de Hidráulica por vários anos, além de ter sido Professor da Universidade de São Paulo – Escola Politécnica.

Admitido em 15/1/1960 e aposentado em 1995, Dr. Goki sempre foi um profissional excelente e deixou vários amigos nos locais onde trabalhou.

Frequentador assíduo do Encontro dos Aposentados do DAEE, evento realizado anualmente, sempre que chegava cumprimentava a todos e parecia feliz em reencontrar amigos. Este ano ele iria completar 80 anos em maio.

Infelizmente por diversas ocasiões conversamos sobre a necessidade de entrevistá-lo para uma matéria neste blog, onde pudesse discorrer sobre sua vida profissional, conhecimentos, história de vida. Ao falarmos destas pessoas, parte da história do DAEE também é retratada, pois são as pessoas (servidores) que fazem e fizeram a Autarquia ser o que é. Porém isto sempre era deixado pra depois, como se tivéssemos muito tempo pela frente.  Uma pena perdemos uma bela historia de vida e carreira profissional.

Ficam nossos agradecimentos pelo que ele realizou e nossa homenagem este grande profissional que nos deixou em 2015.

Fica a última foto tirado com ele no VII Encontro dos Aposentados em 2014, onde após sorteio ele recebe seu brinde.

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Uma servidora sempre sorridente frente à Diretoria Administrativa do Centro Tecnológico de Hidráulica e Recursos Hídricos – Margarete Cristina G.O. Vida.

04/06/2013 às 17:47 | Publicado em Sem categoria | 5 Comentários
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Margarete

Margarete

Margarete e parte da sua equipe

Margarete e parte da sua equipe

No dia 15/5 estivemos no CTH – Centro Tecnológico de Hidráulica e Recursos Hídricos, para conversarmos com a Diretora Administrativa da Unidade: Margarete Cristina Gomes de Oliveira Vida.

O CTH é uma das unidades do DAEE, sediada na Cidade Universitária. Tem por atribuição desenvolver estudos nas áreas de engenharia hidráulica e hidrologia, bem como planejar, operar e processar as informações da Rede Hidrológica do DAEE, disponibilizando esses dados para o público interessado. Conta em seus quadros com renomados profissionais na área de engenharia hidráulica e hidrológica.

Mas retornando a nossa Marga, como é chamada pelos mais próximos, foi admitida para atuar na unidade com seus 18 aninhos. Começou em dezembro de 1977 com o cargo de escriturária. Teve a influência de sua vizinha Zenaide Alves dos Santos, a responsável pela seção de pessoal da unidade, que contou que haveria um processo seletivo para contratação de novos servidores, ao que ela se candidatou de imediato.

Tendo sido aprovada no teste, iniciou suas atividades na área administrativa, sob o comando de Dona Mercedes Pinto Guimarães, uma excelente profissional, dedicada, experiente, eficiente, e segundo os servidores bastante severa no desempenho das atribuições da sua unidade, o que segundo Margarete foi vital e de extrema importância na sua evolução profissional. Nunca mais conseguiu esquecer os ensinamentos de Dona Mercedes, ela deixou muita lembrança e aprendizado a sua equipe.

Segundo Margarete as pessoas podem até se ressentir de chefes severos, rigorosos, no inicio de suas carreiras, é como se fossem professores mais exigentes. Porém com o passar do tempo, todos nós lembramos que estas pessoas foram importantes na nossa formação, afinal até pra ser exigente, você tem que ter conhecimento profundo do seu oficio.

Tudo corria super bem nesta área, porém com dois meses (fev/78), foi convidada Continue Reading Uma servidora sempre sorridente frente à Diretoria Administrativa do Centro Tecnológico de Hidráulica e Recursos Hídricos – Margarete Cristina G.O. Vida….

Carlito Flavio Pimenta – Um homem a frente do seu tempo, pioneiro e profissional dedicado a Engenharia Hidráulica (1917-2011).

23/04/2012 às 14:51 | Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário
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Eng.Hidráulica pela Esc.Politécnica da USP

Em uma conversa com o filho do ex-servidor Fabio Pimenta (54 anos) também engenheiro como o pai, buscamos traçar um retrato e perfil deste servidor falecido em 2011, que foi um ícone na sua área de atuação, sendo uma forte influencia técnica na área de engenharia hidráulica no Estado de São Paulo e por que não dizer no Brasil.

Dr. Carlito Flávio Pimenta, entrou no DAEE em 1/11/1952, prontuário 0226, servidor efetivo, estaria hoje com 95 anos, pois nasceu em 1917. Falecido com 93 anos em 2010, segundo os familiares, encontrava-se lúcido, inclusive com seu francês impecável.

 Mas vamos a sua história: Dr. Pimenta formou-se na Universidade de São Paulo – Escola Politécnica. Foi assistente do Dr. Lucas Nogueira Garcez, que viria a se tornar Governador do Estado de São Paulo.  Fez um estagio no Laboratório Chateau na França (1951/1953), trazendo conceitos de engenharia hidráulica, modelos reduzidos, para a USP.

Dr. Lucas Nogueira Garcez o incumbiu de uma missão: Criar um laboratório de hidráulica na USP, moderno, completo, bem conceituado que serviria para reforçar conceitos aos estudantes do curso de engenharia.  Em 1953 este laboratório foi fundado, a princípio na Praça Cel. Fernando Prestes (Poli antiga) e depois transferida para um local atrás da Engenharia Mecânica, na Cidade Universitária.

Nascia assim o Laboratório de Hidráulica, depois Centro Tecnológico de Hidráulica, hoje FCTH – Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica e Recursos Hídricos. Toda esta história da formação do Laboratório de Hidráulica – pelo convênio DAEE / Politécnica, você vera abaixo pelas próprias palavras do Dr. Pimenta que deixou isto registrado e que nos vamos publicar por partes, considerando que o texto é longo. 

Vamos nos ater ao servidor Carlito F. Pimenta.

Casado, com Celisa, uma estudante de Ciências Sociais e Biblioteconomia, a conheceu quando esteve em estudos na França. Foi solteiro e voltou ao Brasil já casado.

Segundo o filho o pai era uma pessoa muito inteligente, persistente, trabalhador, diria até “caxias”, pois levava o trabalho muito a serio, o trabalho era sua vida. Lembra-se de uma época que teve que “competir” pela vaga de Professor titular na Politécnica, que ficou por 03 meses trancado e estudando diariamente em sua casa, cabendo aos filhos não incomoda-lo e a mãe trazer a tranquilidade necessária para que os estudos dele fossem priorizados. Conseguiu a vaga e titularidade da cadeira na Politécnica.

Era uma pessoa de cunho acadêmico, que é que se pode dizer isto. Segundo o filho, ele tinha vasto conhecimento no ramo de engenharia hidráulica, não era um homem voltado a ficar rico Continue Reading Carlito Flavio Pimenta – Um homem a frente do seu tempo, pioneiro e profissional dedicado a Engenharia Hidráulica (1917-2011)….

Ricardo Daruiz Borsari – Um Engenheiro especialista em estruturas hidráulicas, com grande capacidade gerencial e perfil para administração pública.

06/06/2011 às 18:41 | Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário
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No dia 23/5 entrevistamos o engenheiro Ricardo D. Borsari, profissional de agenda lotada, devido a sua área de trabalho. Atualmente atua como Diretor na Área de Engenharia e Obras do DAEE, sendo responsável por obras na Região Metropolitana, principalmente no rio Tietê, à jusante da Barragem da Penha e ainda do Programa Água Limpa, em todo estado.

Ricardo é paulistano, casado há 32 anos, tem 03 filhos. Seu pais nasceram no interior paulista e já há na família tradição na área de engenharia, pois seu pai era engenheiro e seus tios também.  Perguntado se quando optou por ser engenheiro  tinha certeza da sua escolha profissional, disse que não, naquela época não tinha certeza de nada, mas hoje se considera realizado com seu trabalho. Perguntamos se era um aluno acima da média na escola, disse que não, era um aluno mediano. Porém no último ano do ensino médio resolveu que iria entrar na Escola Politécnica e passou a estudar muito, diariamente. O resultado foi realmente compensador, pois alcançou o seu grande objetivo, conseguindo ingressar na USP, na tradicional POLI. Pelo jeito é focado no que quer desde jovem.

Ricardo cursou a faculdade de engenharia, tendo estagiado no 5º e último ano no Centro Tecnológico de Hidráulica – CTH, por força da influência do Prof. Giorgio Brighetti também do CTH e Politécnico. Formou-se em 1977.  Em 1978 já atuando como profissional do DAEE trabalhou no Laboratório de Hidráulica de Jupiá. Foi uma experiência muito boa.

Retornando ao CTH, ficou de 1979 até julho de 2001, passando por todas as áreas técnicas, como modelagem física de estruturas hidráulicas e ensaios de máquinas hidráulicas, turbinas e bombas. Foi inclusive Diretor do CTH de 1998 a 2001 e Presidente da FCTH – Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica por dois mandatos.
Nesse ínterim foi também Professor na área de engenharia do Mackenzie, FAAP, Politécnica e PUC. Terminou seu mestrado na área de engenharia hidráulica em 1989.

De julho de 2001 a fevereiro de 2007 atuou como Superintendente do DAEE, tendo realizado grandes obras, como o aprofundamento e alargamento do rio Tietê, e barragens no Alto Tietê, entre outras, na época, consideradas uma das principais obras do Governo do Continue Reading Ricardo Daruiz Borsari – Um Engenheiro especialista em estruturas hidráulicas, com grande capacidade gerencial e perfil para administração pública….

Notas Históricas sobre a Rede Hidrológica do Estado de São Paulo – Parte II, – A criação do IGG, DAEE e CTH – por:Sergio Cirne de Toledo

18/05/2011 às 16:53 | Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário
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Este texto é a sequencia de uma materia formulada por Sergio Cirne de Toledo. A primeira parte foi postada neste blog em 13/5.

O período do Instituto Geográfico e Geológico

A rede de estações meteorológicas, sob a responsabilidade de Secção de Hidrografia e Climatologia de Departamento Geográfico e Geológico desde o ano de 1935, abrangia quase que as mesmas estações instaladas nos primeiros anos de atividades da Comissão.

Quanto às estações pluviométricas, seu número havia atingido cerca de 200 estações, após as expansões ocorridas nas primeiras décadas do século.

Como já se observou, até 1905, boa parte do território do estado era muito pouca conhecida. Grandes regiões do estado estavam inexploradas e tinham poucos habitantes, dentre os quais populações indígenas.

Nos anos de 1905, 1906 e 1907, a Comissão organizou expedições exploradoras, que fizeram os primeiros levantamentos detalhados dos Rios Paraná, Tietê, do Peie, Aguapeí e da Ribeira do Iguape.

Nas décadas iniciais do século XX, até a década de 40, foram desbravadas e colonizadas as regiões Noroeste, Sudoeste e a região extrema ocidental do estado, onde se desenvolveram rapidamente as atividades agrícolas, com a implantação da cafeicultura e da cotonicultura. Em poucos anos, regiões selvagens, ainda cobertas pelas exuberantes florestas nativas, foram transformadas em zonas agrícolas, dominadas por extensas plantações de café, de algodão e de amendoim.

Como é óbvia, a colonização destas regiões, antes desabitadas, bem como a utilização de suas terras para agricultura, impunham a necessidade da instalação de novas estações pluviométricas, para o melhor conhecimento do regime de chuvas, fundamental para as praticas agrícolas.

Nos anos de 1936 e de 1937 ocorreu notável expansão da rede de estações pluviométricas, cujo numero passou a atingir Continue Reading Notas Históricas sobre a Rede Hidrológica do Estado de São Paulo – Parte II, – A criação do IGG, DAEE e CTH – por:Sergio Cirne de Toledo…

Um especialista em Hidrologia – Entrevista com Sergio Cirne de Toledo – Engenheiro do Centro Tecnológico de Hidráulica – CTH

17/05/2010 às 22:25 | Publicado em Sem categoria | 1 Comentário
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Sergio R. Cirne de Toledo

  

Dr. Sergio Roberto Cirne de  Toledo, Engenheiro formado pela Escola Politécnica da USP, admitido em 1970, é um daqueles profissionais super especialista e renomado na sua área de atuação e mais, se orgulha de ser o primeiro engenheiro atuando há mais de 40 anos  no Centro Tecnológico de Hidráulica/CTH, na Cidade Universitária.  

Engenheiro, formado pela Escola Politécnica, Especialista em Hidrologia pela Universidade de Nápoles(Itália),  Professor Universitário por mais de 30 anos, tendo lecionado no Mackenzie (1974-1997) e FESP (1977-2007)  é notoriamente um professor sempre: metódico; fala pausada, sem atropelos, didático, descreve sempre numa ordem seqüencial, e cronológica, sempre com exemplos e contextualizando o que diz, enfim uma pessoa com alma de professor e,  dos bons.          

Durante nosso contato, lembrou a princípio do pessoal da época da sua admissão, como por exemplo,  Dr. Giorgio Brighetti (que foi Diretor do CTH e já falecido) também formado na Escola Politécnica, uma turma antes dele, ou seja, em 1965. Dr. Briguetti sempre foi uma figura destacada e querida entre os servidores do CTH.  

Começando nossa conversa, comenta que antes da sua admissão em 1968, o DAEE foi reestruturado pelo Prof. Dr. Benoit de Almeida Victoretti, surgindo então a  Coordenadoria de Recursos  Hídricos, ao qual eram subordinadas as Seções: Comissão Permanente de Águas/CPA e o Instituto Paulista das Águas – IPA, este que se transformaria posteriormente no  CTH, sediado desde então na USP.  

A CPA responsável pela operação de toda rede hidrológica era presidida pelo Professor Carlito Flávio Pimenta. O Dr. Reinaldo de Paula Junior, outro engenheiro era o responsável pela operação da rede e trabalho de campo, sendo Sergio Cirne seu funcionário, portanto sua atuação profissional e acadêmica é toda alicerçada no trabalho com a rede hidrológica.  

Durante nossa conversa, Dr. Sergio Cirne demonstrou ter uma “memória de elefante”, se pode-se dizer assim, pois é  um profundo conhecedor da história não só de todos os assuntos pertinentes a questão dos recursos hídricos, como também da história do Brasil. A entrevista foi uma verdadeira aula.     

Comentou que os dados das chuvas começaram a ser colhidos na época do Império, em 1886, sob a coordenação do antigo IGG – Instituto Geográfico e Geológico. O Conselheiro João Alfredo Correa de Oliveira na época do Império, já mandava colher estes dados importantes para o cultivo e desenvolvimento da cultura do café no Brasil.  Ainda segundo ele a mídia informa terem sido colhidos os primeiros dados de chuva no Brasil no ano de 1943, o que não é correto e sim 1886, já no tempo no Império estas atividades já existiam. Grande visionário este conselheiro João Alfredo Correa de Oliveira, queria com estes dados saber em que regiões do estado de São Paulo eram as mais propícias para o cultivo do café. Segundo ele ainda, as primeiras estações meteorológicas do Brasil, foram compradas em 1875 por Dom Pedro II.  

Como se vê a preocupação com as águas e chuvas já eram preocupações naquela época, tanto é que havia empenho das autoridades em estudá-las.     

Durante nossa conversa percebemos que muitos dos assuntos retratados através da memória individual dos servidores estarem sempre interligadas ou popularmente “se cruzando”, pois as informações individuais reiteram o coletivo, considerando as conversas que tivemos com outros servidores: Sr. Grapeggia, Dr. Salomão, Dirceu D’Alckmin Telles entre outros que retratam a mesma época.   

Menciona outra curiosidade, como o fato de que em 1905 ter ocorrido a primeira expedição para explorar o interior do Estado de S.Paulo, num dos mapas resultados deste trabalho, constava que a região de Bauru era um “território selvagem e desconhecido”.  

 Já na CPA – Comissão Permanente de Águas, a única seção que ficava na Cidade Universitária era a de operação das redes, devido ao fato deles disporem de muitos veículos para o trabalho em campo, barcos, etc., o restante fica na Rua Riachuelo.  

A equipe que ficava no CTH e que atuava no campo basicamente era grande e cada engenheiro dispunha para seu trabalho de uma caminhonete. Ainda no ano que foi admitido, em agosto de 1970, Continue Reading Um especialista em Hidrologia – Entrevista com Sergio Cirne de Toledo – Engenheiro do Centro Tecnológico de Hidráulica – CTH…

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