O DAEE e a ADAEE no período de 1952 até 2011 – na perspectiva de um Contador (até de histórias) por: Sylvio Campardo.

31/01/2011 às 17:22 | Publicado em ADAEE | 4 Comentários
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Sylvio Campardo

Nascido em 09 de novembro de 1924 – 86 anos – casado, duas filhas dentistas ambas casadas, ele atua no DAEE desde sua criação. Aposentou-se em 1985 após 44 anos de serviços, mas por obra do acaso, retornou depois de 13 anos as atividades profissionais e hoje coopera na parte contábil da nossa Associação.

Sua história: aos 16 anos, após criteriosa seleção, foi admitido na antiga R.A. E – Repartição de Águas e Esgotos (hoje Sabesp), onde começaria a atuar como Entregador de Contas de Água. Os serviços executados eram externos, na rua entregas em geral e, internos, relacionados com a emissão, controle de pagamentos, etc. das contas.

Neste período frequentou os cursos de administração (1944/1946) ministrados pelo Departamento do Serviço Público do Estado de São Paulo – D.S.P. no Governo do Interventor Dr. Fernando Costa[1].

Após isto continuou com seu aprimoramento profissional, fazendo cursos de comercio básico, de auxiliar de escritório, tendo em 1948, concluído o curso de técnico em contabilidade.

Ainda em 1946 foi nomeado Escriturário no R.A. E – Repartição de Águas e Esgotos.

Em julho de 1952, transferiu-se para o DAEE, sete meses após sua criação (dezembro de 1951) onde foi contratado como Contador por dois anos, renovado por mais dois anos. Posteriormente com a criação do quadro de servidores do DAEE foi promovido a Inspetor de Contabilidade.

Segundo ele, a criação do DAEE atendia a uma necessidade do Estado de ter um quadro de funcionários especializados com maior autonomia (descentralização) para executar grandes obras, com rapidez, básicas, necessárias ao desenvolvimento do próprio Estado.  Nasceu aí o DAEE.

Em 1953 recebeu o diploma de bacharel em Ciências Econômicas – curso realizado na Faculdade de Economia, Finanças e Administração de São Paulo.

Sobre seu trabalho na época lembra que o ofício de contador era diferente, não havia essa tecnologia. A velha imagem do contador, antigamente chamado de guarda-livros, fazendo um trabalho extremamente burocrático, em meio a uma montanha de papéis, cálculos, relatórios.

Havia vários livros que deviam ser preenchidos:

  1. Diário – datilografado mensalmente;
  2. Razão – Manuscrito mensalmente;
  3. Rascunho (chamado razonete) atualizado diariamente;
  4. Elaboração de balancetes mensais;
  5. Finalmente extração do o balanço geral anual.

Tudo isto dentro de um princípio de lançamentos de partidas dobradas.

Lembra-se que na década de 60, o Dr. Dagmar Mallet de Andrade, o primeiro Presidente da ADAEE – Associação dos Servidores do DAEE, juntamente com um grupo de servidores, incluindo Sr. Sylvio, Continue Reading O DAEE e a ADAEE no período de 1952 até 2011 – na perspectiva de um Contador (até de histórias) por: Sylvio Campardo….

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Jaime dos Anjos – Do calor da Bahia para o frio da Colônia de Campos do Jordão.

22/06/2010 às 18:57 | Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário
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Jaime J.Anjos na Colônia de Campos do Jordão

Jaime José dos Anjos, atual gerente da colônia de Campos do Jordão, foi admitido no DAEE no ano de 1966. Começou sua carreira como contínuo porteiro, na Rua Riachuelo, sob o comando do então Capitão Noray, do qual muitos se lembram. Depois de 05 anos, após tirar sua carteira de motorista, foi transferido para Divisão de Transporte sob o comando do Dr. Lino Guedes e também Dr. Carlito Flávio Pimenta.

Nesta época conheceu também Dr. Marcelo Orestes Bogaert e José Roberto Mafezoli, com os quais  como motorista,  atuou junto às cooperativas de eletrificação rural. Esta atividade fazia com que tivesse que acompanhar estes dois técnicos até as prefeituras e cooperativas de eletrificação para participação de reuniões no sentido de expandir estes serviços.

Chegavam a realizar 04 reuniões num mesmo dia, saindo muito cedo e retornando tarde da noite. Lembra ainda que devido à burocracia da época e algumas dificuldades, viajava muitas vezes sem ter recebido suas diárias, que custeariam sua hospedagem. Esta  despesa muita vezes era bancada pelos técnicos Mafezolli ou Dr. Moacir, que adiantava este valor, para receber depois quando fosse liberado sua diária e, as vezes abrindo mão até de receber este valor.

Eles faziam isto de bom grado, afinal era uma equipe que queria ver o trabalho realizado, além do que, acreditavam no ideal das cooperativas de eletrificação rural para o desenvolvimento dos municípios e regiões por onde passavam.

Em 1972, Jaime através do Dr. Venturelli, também da  Divisão de Transporte, acabou conhecendo Dr. Cícero Prado Alves, então presidente da ADAEE. Foi indicado para atuar como motorista na construção da colônia de férias de Peruíbe.  Lá ficou por pouco tempo, sendo transferido logo depois para  acompanhar a construção da colônia de férias de Campos do Jordão. Diderot outro motorista,  acabou ficando em Peruíbe no seu lugar.

Em Campos do Jordão tudo era muito precário, não havia quase nada na região onde se encontra hoje a colônia da ADAEE. Até pra comer havia dificuldade, pois ele tinha que ir até a cidade  naquele bondinho, único transporte disponível.  Ficou um ano sozinho no único chalé existente  na colônia, recebendo os materiais de construção da colônia. Disse que além da solidão, tinha também o medo, pois à noite a região era infestada de morcegos e que estes batiam na janela do chalé o que causava certo pavor nele, pois não estava acostumado, nem com os morcegos, nem com o frio.

Depois deste início, felizmente veio o pessoal de Taubaté para auxiliar na terraplanagem da obra. Ele como bom baiano sentia o frio da região, tinha ainda que quebrar o gelo dos canos de água e do caminho por onde passava seu veiculo. Ficava na região da serra da Mantiqueira durante a semana  sozinho, retornando a S. Paulo nos finais de semana para ver a família.

Depois de inaugurada a Colônia de férias de Campos do Jordão, Continue Reading Jaime dos Anjos – Do calor da Bahia para o frio da Colônia de Campos do Jordão….

ADAEE – 50 anos de muita História, Perseverança e Realização.

04/06/2010 às 13:46 | Publicado em Sem categoria | 2 Comentários
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   No último dia 12 de Maio,  a nossa Associação do Servidores do DAEE – ADAEE, completou 50 anos de idade, meio século o que é salutar e muito digno pra uma entidade que luta dia a dia para se manter viva.

A ADAEE, entidade de classe dos servidores do DAEE, começou como um sonho e também como um ideal, visto naquele cenário: época do regime militar, poucos recursos, pessoas não acostumadas com o associativismo, pouca participação, etc.,  não se vislumbrar muito além de se manter no trabalho e aquele lema (ainda bem que eticamente ultrapassado): “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Mas juízos a parte e,  com a ferrenha ação de alguns cabeças, visionários naquela época, a equipe e ADAEE conseguiu a duras penas construir suas duas colônias: uma em Peruibe (a primeira) e outra em Campos do Jordão. O Sr. Cicero Prado Alves, o primeiro Presidente da ADAEE e outros muitos foram os pioneiros/empreendedores neste sentido.

Neste período, após sua inaguração a ADAEE mantinha convênios para atendimento na área de colônias, com  outros órgãos, como Sabesp, Cetesb, Cesp, visto eles não disporem de colônias como os servidores do DAEE. Tinhamos esta vantagem e pioneirismo, um luxo podemos assim dizer. Pelo que fomos informados na inauguração da colônia de Peruibe esteve presente o Governador do Estado, Deputados, autoridades em geral,   o que demonstra a importância da entidade e o papel políticos que os representantes da ADAEE e do DAEE tinham naquele cenário.

As colônias na época de sua fundação, davam um certo status aos servidores do DAEE, que podiam frequentá-la, pois segundo alguns servidores mais “antigos” na casa, as pessoas que iam as colônias se “arrumavam toda” (as mulheres especialmente) para ir visitá-las, inclusive nos jantares em Peruibe, as senhoras presentes se vestiam de longo e tudo mais. Coisas da época.

Mas independente disto, foi nas colônias de férias da ADAEE, que vários servidores puderam passar suas férias, levar os filhos, vê-los brincar,  crescer,  fazer amigos, integrar-se com servidores de outras unidades, participar de festas de carnaval, natal, etc. Várias histórias se ouvem dos servidores dos mais diversos níveis com suas lembranças destes periodos.

Atualmente a ADAEE é presidida por Candida Maria de Souza, uma economista que sempre teve uma ligação e elo com a entidade, visto desde a época de 1980, ter participado de várias Diretorias da ADAEE como responsável em diversas áreas, portanto uma profunda conhecedora da entidade.   Quem conhece a Candida sabe do amor que nutre pela entidade e da luta cotidiana para mantê-la viva e ainda poder continuar atendendo os servidores que vão nas suas férias nas colônias da ADAEE, e outros beneficios que a entidade oferece: como convênio médico, assistência odontológica e jurídica, etc.

Hoje o universo e quadro de servidores diminuiu muito (de 4000 na decáda de 80,  para 1000 atual) e a arrecadação também, porém os administradores atuais lutam e criam fontes de renda para mantê-la atuando. Festas como camarão, frutos do mar em Peruibe e Queijo e Vinho em Campos do Jordão são tipicas e tem a finalidade de levar lazer  a preços módicos aos associados e convidados.

Parabéns ADAEE, sua  Diretoria e funcionários que vem lutando para mantê-la viva e cumprindo sua missão junto aos servidores do DAEE. Na Diretoria parabenizamos : Candida, Greco, Carlos Sabiá, João José e Rosana de Paula.

Maiores informações sobre os serviços da ADAEE ver no site: www.adaee.com.br

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