Um Geólogo e por muitos anos também coordenador da Defesa Civil de Registro, a frente da Diretoria do Vale do Ribeira – Ney A. Ikeda.

29/02/2016 às 14:28 | Publicado em Defesa Civil, Memoria Servidor, Sudelpa | Deixe um comentário
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fotos celular 2014 780Em uma visita de trabalho a unidade da BRB/Registro,  aproveitamos para entrevistar o Diretor da Unidade: Ney Akemaru Ikeda.

Ney é geólogo e iniciou sua vida profissional como muitos outros técnicos, em 1977, na antiga D.P – Diretoria de Planejamento – Área de Águas Subterrâneas, fazendo seu estágio.  Nesta época atuou com Zeca (José Eduardo Campos atualmente no DRH), na área de pesquisa e perfuração de poços.

Esta área segundo ele é a mentora do setor de águas subterrâneas, atualmente sob a responsabilidade da DPO – Diretoria de Procedimentos de Outorga.

Após o término do estagio, foi contratado pelo DAEE para estudar e atuar no Projeto Juquiá – um projeto muito importante de captação de águas. Nesta época se previa através deste projeto a viabilidade de Juquiá prover água para São Paulo, os técnicos encarregados e mentores do projeto eram: Dr. Flavio Barth, Dr. Hiroaki Makibara, Dr. Eliseu Itiro Ayabe, Dr. Luiz Fernando Carneseca (Atualmente Diretor da SAR), Silvio Giudice (atualmente na DEO) e Luís Roberto Moretti (atualmente Diretor da BMT), alias todos técnicos renomados que escreveram (e escrevem) boa parte da historia da Autarquia.

Nesta época era morador de Capão Bonito, perto de Itapetininga. Seu pai comerciante era morador do Vale do Ribeira – Registro desde a década de 60.

Foi estudante universitário da UNESP – Rio Claro, período no qual fez estagio no DAEE,  participando de trabalhos referentes à parceria Sabesp/Cesp/DAEE

Depois veio trabalhar em Itatinga, na parte de geologia, geotécnica, avaliação de campo (Projeto Juquiá) e pesquisas de centrais hidrelétricas.

A partir de 1984, coincidindo com seu casamento, veio atuar como geólogo na Unidade de Registro. Na época a unidade contava com 130 servidores.

A partir de 1986 com a descentralização, mudança de governo e a concepção das Diretorias por Bacias, ocorreram grandes mudanças em todas as sedes do DAEE, e inclusive nas atribuições da Autarquia.

A partir de 1990 passou a ser o Diretor da Unidade, que atende 23 município, entre as quais Registro, Pariqueraçu, Iguape, Cananéia, etc.

As cidades sob a responsabilidade desta bacia, estão em locais bem distantes e com vasta extensão, além do fato dos servidores estarem espalhados nos municípios de Registro, Iguape, Cananeia, Pariqueraçu, dificultando um pouco as tarefas, como vigilância, limpeza, etc.

Em 1989, ocorreu um fato atípico pois com a extinção da SUDELPA – Superintendência do Desenvolvimento do Litoral Paulista tiveram que ser alocados na BRB – em torno 250  servidores públicos, que teriam a partir de agora que prestar serviços na unidade.

Tempos difíceis, pois eram servidores de outro órgão, com cultura e hábitos diferentes, cujo impacto para absorção foi complicado, mas que com o tempo foi se conseguindo driblar este tipo de situação e aproveitando esta mão de obra, pois eram excelentes profissionais e que puderam contribuir muito com a missão e atribuições da unidade.

Se não houvesse por parte da Direção flexibilidade, camaradagem e compreensão nesta época, as coisas seriam bem mais difíceis.

Além do dia a dia da unidade e as inúmeras tarefas sob a sua responsabilidade, em 1993 assumiu a Coordenadoria da Defesa Civil da Cidade.

Segundo o site (www.defesacivil.sp.gov.br)  da Defesa Civil, ela tem a seguinte missão:

“A Defesa Civil é a organização de toda a sociedade para a autodefesa por meio de ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação voltadas à proteção e defesa civil.

Uma comunidade bem preparada é aquela que tem mais chances de enfrentar situações adversas.

Entre outras medidas, cabe a ela, coordenar e supervisionar as ações de defesa civil, manter e atualizar as informações específicas, elaborar e implementar programas e projetos, prever recursos orçamentários para as ações assistências, capacitar recursos humanos, providenciar a distribuição e controle de suprimentos e propor a decretação ou homologação de situação de emergência ou de estado de calamidade pública.

As ações de Defesa Civil, com a função básica de proteger a vida, por meio de ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação voltadas à proteção e defesa civil”.

Ney,  lembra-se de vários episódios difíceis e tristes nestes anos de trabalho junto a Defesa Civil, pois na região é comum ter muitas enchentes e muitos desabrigados.

Neste papel foi chamado inúmeras vezes durante a noite, para atender ocorrências, teve insônias, teve que ter decisões rápidas para auxiliar a salvar vidas, atuou em episódios com cargas perigosas na rodovia, enchentes, mortes, etc., mas neste trabalho que é voluntário, aprendeu muito.

Dependendo da situação e da gravidade, em algumas ocasiões fala-se direto com o Governador, porém a responsabilidade que isto acarreta também é enorme. Ainda bem que sempre contou com o apoio de sua família, pois sem isto não poderia ter exercido este papel por mais de 30 anos.

Hoje os responsáveis pela Defesa Civil são os técnicos: Irineu Takeshi, Renato Gonçalves e Kathlen Gomes.

Hoje a BRB foi se moldando e adaptando as atribuições referente à Gestão dos Recursos Hídricos, realizando trabalhos nas áreas de comitê de bacias, outorga fiscalização, câmaras técnicas, atendimento aos municípios com equipamentos, mão de obra, projetos, etc.

Menciona nomes de técnicos que além dos citados anteriormente foram importantes na sua formação como Nelson Nashiro, também diretor da BRB, Dennis Emanuel de Araújo (Diretor da BPP – Marília e Celso Perticarrari (falecido e antigo Diretor da BPG – Ribeirão Preto)).

Como técnico já percebemos que Ney é muito competente, mas perguntamos como seria como gestor de pessoas, “diz que é um entusiasta para trabalhar, que procura dar exemplo sempre, que é um agregador, busca sempre ter bom senso nas suas decisões e ser camarada quando pode”.

Alias competências essenciais na liderança e gestão de pessoas. Caso não tivesse este jeito camarada de gerenciar no episodio de ter mais quase 300 pessoas novas sob sua responsabilidade e a necessidade de ajustar culturas diferentes não teria tido êxito, no caso da extinção da SUDELPA.

Ney se diz um cara caseiro, com hábitos simples, gosta de ficar em casa com a família e pescar as vezes, mas que apesar de todo este jeito simples de levar a vida teve que colocar ponte de safena aos 40 anos, portanto hoje se cuida mais. Sua companheira de jornada é Susi Ikeda, que é professora de piano.

Ney é uma pessoa simples, amável e que atende todos que vão a sua unidade com muita cordialidade e hospitalidade, fazendo com que nos sintamos em casa. Nem parece um técnico renomado, muito competente na sua área profissional e respeitado por todos a sua volta, inclusive os servidores que estão sob sua responsabilidade.

Muito salutar a autarquia poder dispor de servidores tão altamente capacitadas e que não perdem o jeito simples e a hospitalidade que são típicas do interior.

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