LCO – Divisão Técnica de Compras do DAEE: Compras, BEC, Suprimentos, Cadastro, Fornecedores, SIAFISICO, etc.

03/08/2015 às 17:57 | Publicado em Afonso Figueira da Cruz, Irani Cardoso de Oliveira, Memoria Servidor, Walter M.Martins | 1 Comentário
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Da esquerda para direita: Irani, Afonso, Walter, Paulinho.

Da esquerda para direita: Irani, Afonso, Walter, Paulinho.

Neste mês optamos por homenagear e falar das áreas do DAEE e suas competências. Após falarmos sobre a tarefa dos motoristas do DAEE, nossa próxima tarefa: falar da área de compras.

A LCO – Diretoria Técnica de compras é uma área subordinada a DSD – Diretoria de Administração e Sistemas.

Responsável por todas as compras e fornecimento de toda a estrutura básica de materiais para atender a demanda do DAEE, tem diversas tarefas as quais explicitamos abaixo. A equipe é formada por Afonso Celso Faria Figueira da Cruz, Diretor Técnico III, Responsável e Gestor da área, Irani Cardoso de Oliveira, Diretor Técnico I, Paulo Roberto Gonzalez Moretto, Assistente Técnico III, e Walter Moreira Martins, Assistente Técnico III.

Abaixo a história pessoal e profissional de cada servidor desta área. Através dos olhos destes servidores podemos destacar o que realiza este importante setor na Autarquia.

Afonso Celso Faria Figueira da Cruz

Nascido em Ribeirão Preto, funcionário do antigo DOP- Departamento de Obras Públicas, transferido para o DAEE em 1992; atuou no Gabinete da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos (na ocasião com outra denominação), de 1994 a 2003. Em meados de 2003, passou a somar ao DAEE, como Assistente da Diretoria de Administração e Sistemas – DSD, onde permaneceu por três anos.

Entre 2006 a 2008, atuou junto a ADM – Diretoria de Material, vinculada à DSD, cuja Unidade tinha ampla responsabilidade em prover licitações, compras, alimentar os cadastros de fornecedores, almoxarifado, enfim. No entanto, com o  desmembramento das áreas pertinentes, foi criada a DLC (Diretoria de Licitações e Contratos), substituindo a ADM, e criada também a  LCO – Divisão Técnica de Compras, que,  após vinculada à DSD, passou Afonso a ser o Responsável por essa Divisão.

Não são poucas as responsabilidades conferidas à LCO, explica Afonso, no que se refere ao fornecimento de toda a estrutura básica de materiais para atender a demanda do DAEE.

Afonso gerencia os serviços desenvolvidos com a sua equipe, por meio do sistema BEC (Bolsa Eletrônica de Compras),

referente às compras eletrônicas via Fazenda, para adquirir os suprimentos (materiais de escritório, informática e de necessidade básica e contínua, como lápis, caneta, papel, produtos de limpeza e higiene, café, açúcar, etc.); além do que, gerencia os contatos juntos às empresas antes que sejam efetivadas essas compras, sendo necessárias também pesquisas junto às mesmas, por meio eletrônico, contatos telefônicos, etc.

Cita que a LCO conta com um Almoxarifado Central, situado lá na Cidade Universitária – CTH, cujo setor tem a competência de receber o material comprado e distribuí-lo às Unidades.    Todavia, pelo fato desse setor encontrar-se desmembrado desta Divisão, em outro endereço, há muita dificuldade no trâmite dos trabalhos, desde os motivos de falta de transporte para locomoção dos funcionários e materiais até a entrega de materiais neste endereço central, por exemplo, carros com os materiais que chegam pelo 6. subsolo da Rua Boa Vista, 170 a serem destinados a esta  LCO (Rua Boa Vista 175) para que se faça a distribuição dos mesmos às Unidades de ambos os endereços, os quais não podem permanecer muito tempo estacionado para que descarregados os produtos trazidos.

Há também excesso de material pirata que acaba recebendo, uma vez que os produtos comprados pelo Sistema BEC nem sempre são provenientes de empresas confiáveis. Afonso cita que gosta do que faz e que se empenha pela qualidade dos serviços.

Irani Cardoso de Oliveira

Nascido em Lins, transporta uma bagagem ampla de conhecimento da área de Compras, sendo da área o servidor mais antigo nesta área.  Admitido como Mensageiro em 19/04/1971, por meio de concurso público, e desde então tem muito conhecimento que os próprios anos no DAEE lhe proporcionaram.

Conta que enfrentou o concurso público para ganhar três vezes mais que ganharia no mercado de trabalho na época, além do “status” que significava ser funcionário público numa época da ditadura.

De início, atuou junto ao antigo Setor de Máquinas Mecanizadas e desenvolveu suas atividades como processador de materiais, registrando a entrada e saída por meio de AUDITRONIC 730, R010. COBOL, FORTRAN, enfim, linguagens de processamento de informática, hoje ultrapassadas, mas que lá atrás auxiliaram e muito nas tarefas de controle de entrada e saída de material.

Mais tarde, como Operador de Serviços Mecanizados, Escriturário, Chefe de Seção, mas sempre atuando na área de Suprimentos.  Durante toda a sua atuação, desenvolveu atividades sempre voltadas à reposição de estoques de materiais através de compras diretas na praça, elaboração de convites, e outras modalidades de compra, contato com os fornecedores, pesquisas de materiais quanto à rendimento e qualidade dos mesmo , etc.

Irani concluiu vários cursos, como Comercio Exterior Importação/Exportação, Segurança do Trabalho, Licitações e Contratações de Serviços e Obras, Atas de Registro de Preços, Pregoeiro, enfim, todos voltados para as melhores aquisições, e  consequentemente a economia do Estado.

Com orgulho, conta que outros servidores da DLC, fez com que a Autarquia se tornasse um dos pioneiros na implantação do Sistema BEC (Bolsa Eletrônica de Compra) da Secretaria da Fazenda, cuja finalidade do Governo consiste em dar ênfase à  economia do estado. Entretanto, opina Irani, que a qualidade nem sempre acontece com o sistema BEC, e complementa “hoje, tudo é muito comercio eletrônico, mas a busca pelo  preço baixo muitas vezes se depara com a má qualidade dos serviços e produtos adquiridos”.

Irani esclarece que o BEC consiste em um sistema de leilão reverso, onde nossas intenções de compras são lançadas no sitio da Secretaria da Fazenda, do outro lado os fornecedores, onde os lances são colocados do maior para o menor, e vence quem apresenta o menor preço; é desta forma que as empresas baixam  os custos e consequentemente são contratadas.

Explica Irani que em mais uma de suas tarefas, o Sistema SIAFÍSICO  dá o controle de acesso por meio de código da Fazenda, identificando a nossa Secretaria e o DAEE, e, com esses números, acrescentados, e com o número de identificação do produto de interesse, na sequencia (todos os materiais já têm código estabelecidos pela Fazenda), acontece a transação de compra eletrônica.

“Antes do Sistema BEC, havia muita burocracia, o trabalho era muito manual para que a área de suprimentos pudesse solicitar o empenho (valor destinado à empresa que fosse contratar) ; já a transparência da Bolsa Eletrônica favorece a visualização rápida dos preços apresentados pelas empresas, a concorrência fica a meu favor,  que controlo o que disponho para gastos. No entanto, os materiais acabam sendo adquiridos pela ênfase do Governo: Baixo Custo, Melhor Preço”,  conclui Irani.

Realça ainda o trabalho de combate à pirataria, promovido por empresas não confiáveis que atuam no Comércio eletrônico, dizendo que em sua maioria já são “figurinhas carimbadas”.

Como pessoas especiais, Irani cita Tokio Hirata, antes Diretor da Diretoria de Serviço de Suprimentos, vinculada, na época, à Diretoria de Material – ADM, o  qual lhe passou muito  aprendizado, de modo que quando o mesmo saiu por motivos de transferência,  o deixou apto a atuar sozinho na área. Também cita  Engº. Hisachio Takahashi, Diretor da ADM e Elias de Souza, um incansável colaborador.

Outro nome em especial é Esmeralda Lopes de Sousa, cita Irani, como grande colaboradora, batalhadora, empenhada na área de sua atuação, pois foi com ela que tocou toda a área de Compras/Suprimentos durante muito tempo. Cita, rindo, que o serviço era muito, a dedicação extrema e o desgaste mental em demasia.

Dominguinhos – José Neto de Oliveira foi um outro nome citado, assim como Rondon – José Pedro Rondon, este na área de Almoxarifado foi parceiro competente, assim como Ismael Onofre Soares que,  hoje, ainda toca esse Setor.

Irani explica que, antigamente, se trabalhava muito mais  até porque assim exigia o próprio sistema, hoje  denominado arcaico, de modo que muitos de nós, funcionários da área, trabalhávamos estressados. Até porque não tínhamos outros colaboradores na área, escassez de funcionário, pois ninguém queria atuar numa área com muito comprometimento, serviço. Os pedidos das Unidades eram “pra ontem” e tínhamos que ficar justificando quando o mesmo não vinha, ou quando a qualidade não era satisfatória, enfim.  Para as pesquisas que fazíamos no mercado não havia muitas ferramentas eficazes, rápidas.

Lembra com saudades das festas promovidas pela antiga ADM, nos finais de ano, na Rua Brigadeiro Luiz Antonio, onde participavam várias Diretorias do DAEE. “LCO  é  uma área desgastante, mas já foi muito mais!”

Paulo Roberto Gonzalez Moretto

É o mais jovem funcionário da LCO. Admitido há doze anos como Secretario para atuar junto a área de Informática, quando cursava a Faculdade de Publicidade e Propaganda, que, após três anos, acabou não concluindo por incompatibilidade com o curso. Optou em fazer outros cursos afins com a área em que já atuava. Não existiam, na época, administrador de redes e foi essa uma das oportunidades que abraçou, formando-se em Tecnologia em Rede de Computador.

Dentro do propósito de sua atuação, fez vários outros cursos, e engajou-se em todas as oportunidades que a Autarquia lhe ofereceu, ainda que o seu salário inicial fosse pouco, explica,  a chance de avançar em sua formação compensava.

Cinco anos após a sua admissão, foi designado Assistente I, permanecendo por oito anos na área de Informática.

Na Informática, alimentava um sistema de materiais em desuso (peças), as quais iam para Fundo de Solidariedade do Governo, após aberto processo pela Auditoria/Amadeu Luiz Palmieri.  O objetivo era que essas peças fossem reaproveitadas ( upgrade para o DAEE)  transportadas para a Vila dos Remédios.

Realizou também manutenção de computadores, redes estruturais no interior, o que lhe permitiu conhecer todas as Unidades,  porque tinha que acompanhar a montagem de rede no local, ou mesmo prover métodos para se colocar modem em Escritórios que contavam poucos funcionários, visando  efetivar a comunicação, por internet, com a central do DAEE.  Explica que em Unidades com poucos servidores, não compensava instalar um servidor para a conexão com a Central da Boa Vista. Nessas visitas a trabalho, ressalta que foi muito bem acolhido, principalmente pelo pessoal do interior.

Foi convidado pelo Diretor da DSD para atuar em tarefas voltadas ao controle dos patrimônios e, sozinho, controlar e criar um procedimento à regularização dos patrimônios.  Assim, com Jean Horner, da DHU/STI, definiu um sistema capaz de identificar os móveis e mobiliários atendendo a exigência da Fazenda.

Já especificamente na área de Suprimentos, também contribuiu na utilização do Sistema BEC, auxiliando na denominação e especificação dos códigos dos produtos.

Hoje, também cuida das impressoras no que se refere à manutenção das mesmas, a quem cabe lhe devolver os cartuchos, cartuchos, mediante o pedido de tonner – relatório emitido pela própria máquina. Seu serviço também consiste em checar os cartuchos, constatando se os mesmos são (ou não) de boa procedência; no caso pirataria, faz o B.O.  para se documentar quanto a irregularidade.

Juntamente como Afonso e Irani, reforça que há muito material apreendido, de procedência ilegal. Recentemente, a PJU esclareceu que a área deve montar um processo visando rescindir o contrato com a empresa ilegal.

Outras atividades que desenvolve nessa área corresponde à realização de pequenas compras, e desenvolve o programa de sustentabilidade, de modo a descartar corretamente os materiais inutilizados, revertendo  bônus ao DAEE, pois recebe, por exemplo, novos cartuchos mediante a devolução de outros vazios. Porém, a dificuldade é que o próprio funcionário não ajuda nesse processo, porque acaba devolvendo o cartucho de forma incorreta, jogando-o sem o cuidado dentro da caixa, sendo o pó todo espalhado no recipiente, o que não é permitido e perigoso à saúde; utilizando luvas adequadas, realoca esse material em novas caixas, para o devido descarte, esclarece Paulo.

Algumas vezes, acontece de se indispor com algum funcionário na tentativa de explicar as características legais do uso e descarte desse material, ou da impossibilidade da troca de cartuchos antes da comprovação da própria máquina informando que acabou o tonner.

Gosta do que faz e trabalha muito, Paulo enfatiza e destaca que, apesar de apreciado muito o que fazia na área de  Informática, teve grande identificação com esses novos desafios que lhe foram confiados. Tem satisfação em dizer que aproveitou todas as chances de crescimento, porque, hoje, realiza com desenvoltura o seu trabalho: “Posso dizer que me identifiquei muito com o que pude realizar nessa área e que essa ajuda foi recíproca”.

Walter Moreira Martins

Com toda sua experiência bancária de vinte e dois anos, entre Banco do Brasil e Itaú, somando o curto tempo em que atuou junto as Secretarias do Meio Ambiente (Setor de Compras) e da Educação (área administrativa), foi admitido em 08/02/2010,  por processo público.

Conta que foi muito bem recebido em especial pela Diretora de RH da época: Sra. Izildinha Marcondes de Mattos Esquirra, quem o entrevistou na ocasião e lhe disse que seria muito bem aproveitado na área de Suprimentos, porque, além do seu perfil, com certeza se identificaria com os trabalhos. Assim, além do pronto acolhimento, a distância entre o trabalho e sua residência, também contou muito quando escolheu  o DAEE.

Conta que a bagagem de conhecimento que obteve na Secretaria do Meio Ambiente o ajudou a atuar no setor onde hoje se encontra; todavia, os seus conhecimentos foram ampliados com as dicas de Afonso e diante da própria realidade da área, no desenvolver de suas tarefas.

Explica que enquanto na Secretaria do Ambiente os Setores eram específicos, encontrou no DAEE a Divisão de Compras com um papel muito mais global: pesquisa, contrata, distribui, controla, paga, enfim, serviços diversos são realizados nesta Unidade, até mesmo  efetuados  pagamentos às empresas contratadas.

Seu primeiro trabalho consistiu em prover o controle de entrega de materiais: checar o pedido, identificar as áreas que consumiram o produto, relatar o tempo de utilização de cada material, etc.

Com Irani, aprendeu muito sobre a utilização do Sistema BEC, e, hoje, o ajuda nesses trabalhos.

Já fez curso de Pregoeiro e ACCESS, ambos indispensáveis às compras relacionadas à Fazenda.

Formado em Administração de Empresas, diz que se identifica e gosta muito do que faz.

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1 Comentário »

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  1. Eu tive a oportunidade de trabalhar nesta área, e na importação direta e indireta de materiais, hoje estou aposentado infelizmente, porque em casa tem muito serviço e tem mais o salário diminuiu muito, mesmo eu agradeço a Deus!


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