Uma servidora experiente gerenciando a Seção de Expediente da Chefia de Gabinete do DAEE – Katia Rossana de Oliveira.

20/03/2013 às 12:48 | Publicado em Sem categoria | 1 Comentário
Tags: ,

OLYMPUS DIGITAL CAMERAKatia Rossana de Oliveira admitida no DAEE em 14/08/1978, aos 18 anos de idade, conta com desenvoltura sobre sua trajetória. Inicialmente, atuou com Dr. Salomão Szulman na antiga DP – Diretoria de Planejamento e Controle.

Mais tarde, foi trabalhar no Setor de Águas Subterrâneas (SAT), onde Dr. Ivanir Borella Mariano era o responsável pela área, e lá ficou por muitos anos até extinção da unidade “com a chegada do governo Montoro”.   “Ali foi um período de grande aprendizado”, comenta Kátia e explica que teve a oportunidade de conhecer profundamente a engenharia no DAEE: serviços de perfuração de poços, cadastramento de recursos hídricos, enfim.

Na SAT/Águas Subterrâneas, iniciou a montagem de um centro aerofotogramétrico, junção de documentos de imagens aéreas de satélite, fotografias aéreas, cuja finalidade era realizar o recadastramento de poços no estado de São Paulo. Na área, o grupo era muito unido e a maioria eram engenheiros, os quais cita no geral com carinho, temendo não conseguir registrar o nome de todos: José Eduardo Campos, Reinaldo de Jesus Passerini, Antônio Carlos Bertachini e João Roberto Scavazza (os dois últimos desligados desde 1982). Este Setor de Documentação da SAT lhe trouxe a oportunidade de colocar em prática o aprendizado de sua formação – Biblioteconomia, que cursou junto a FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo); na ocasião, subordinada a Sra. Julce Mary Cornelsen (desligada do DAEE em 1983), e menciona que esta foi sua “grande professora no DAEE”. Kátia conta que Biblioteconomia foi um curso muito bem escolhido porque lhe trouxe grande satisfação pessoal.

Desde jovem, filha de pais separados, sempre teve que lutar para conseguir seu espaço e traçou metas para chegar ao que queria: como sempre adorou viajar e colocou no topo este desejo em seus planos, assim, conseguiu conhecer inúmeros lugares. Visivelmente emocionada, disse que todo este conhecimento lhe possibilitou ainda mais ter amor pelo DAEE, pela atividade que exercia e ressalta que sempre procurou cumprir os trabalhos que lhe foram confiados com muito zelo.

Embora encarando o DAEE como uma grande família, que lhe possibilitou o convívio com grandes amigos, grandes profissionais, Kátia menciona que, “como não é só de alegria que se vive”, também teve que enfrentar alguns transtornos, acontecimentos tristes, conflitos profissionais, problemas pelo não reconhecimento do serviço que sempre buscou realizar com competência e dedicação, enfim, “momentos de altos e baixos” conclui.

Conta que com a criação das Bacias, em 1986, houve uma quebra do vínculo dentre os funcionários do Setor de Águas Subterrâneas, pois alguns tiverem que se deslocar para outra Unidade ou para o interior de SP, outros pediram demissão, etc. Kátia passou a ser subordinada a Sra. Marly Soares Mingione (aposentada em 1991), ainda permanecendo no Setor de Documentação, e conta que a convivência na “nova área” não foi nada fácil naquele momento, pois ao contrário da antiga unidade onde atuava, agora havia muito mais mulheres e poucos homens e, então, a competitividade entre os sexos foi muito notória; até mesmo com a própria Diretora Marly passou por momentos delicados e se achava “um peixe fora d’água”. Ainda ficou nesta unidade por uma questão de um ano e meio, atuando com as questões de documentação de cadastramento e levantamento de poços, etc.

Enfim, quando convidada pelo Dr. Sergio Antunes, Procurador Chefe, passou a trabalhar na área de documentação da área da Procuradoria Jurídica – PJU passou a atuar sob a coordenação da Dra. Maria Regina Vieira S Almeida (aposentada em 1995), com Sandra Regina Ragazzon.  e Dr. Cid Tomanik Pompeu (aposentado em 1988). Seus trabalhos na PJU consistiam em zelar pelos documentos administrativos e jurídicos; com Dr. Cid Tomanik Pompeu aprendeu a fazer levantamento jurisprudência sobre códigos das águas, e menciona que Dr. Cid é uma sumidade neste campo.

Suas atividades na PJU e o fruto do convívio com os Procuradores incitou mudanças em seu comportamento pessoal e profissional, destaca Kátia, pois passou a ter uma postura muito mais definida, a agir com muito mais segurança, a desenvolver o poder da argumentação e a expressar-se com muito mais clareza e objetividade, enfim, “mesmo sem ser advogada”.  Mais tarde, ainda na PJU, atuou junto ao Setor de Execução Fiscal e neste “novo ambiente contencioso, administrativo” aprendeu a dar “andamento aos processos”, sobre leilões e publicações no Diário Oficial e ainda a lidar melhor com o público interno e externo. Também fez parte da primeira fase do Programa de Qualidade – 5S no DAEE, cujo trabalho, explica, não teve êxito por desinteresse da Administração da Autarquia, na época.

Conta, sensibilizada, que chegou a perder a função em comissão que ocupava na PJU – Chefe de Seção Técnica, por determinação de superiores, em razão de que tinha entrado com ação pleiteando a gratificação de função. Assim, voltou a ocupar o cargo administrativo de Escrituraria, situação que ficou gravada em sua memória não só pela perda salarial que isto implicou, mas também pelo fator desgaste emocional.  Apesar desta situação crítica, nunca se deixou abater, sempre buscando fazer a diferença em seu trabalho. “Não seja mais um” ainda é o lema que usa para incentivar seus funcionários.

O aprendizado na PJU só contribuiu para que conseguisse atravessar esta fase difícil, pois, ressalta que sua personalidade foi moldada, passou a ter um posicionamento melhor e se tornou muito mais forte. Aprendeu a hora em que deve falar o que pensa ou calar-se, muito embora reconheça que comete algumas falhas neste sentido. Dra. Regina, na PJU, lhe trouxe uma preciosa bagagem de conhecimento tanto profissional como pessoal, pela sua garra, sua luta.

Wanderley Pires também foi um nome citado por ela com carinho. Já em meados de 1996, foi convidada a trabalhar na Chefia de Gabinete, com Jocelein Ferreira Ribeiro, na gestão do Dr. Ivan Metran Whately (Superintendente); na sequência, foi indicada pelo Assessor Dr. Fernando Luiz Bento Pirró a responder pela função Assistente Técnico III e, pouco tempo depois, convocada, “por livre e espontânea pressão” a responder pela Divisão de Expediente da Chefia de Gabinete – SCG/CGE.

Mais uma vez, uma situação nova que abraçou, mas procurou exercer a sua função contando com o auxílio da nova equipe, assumindo que não conhecia o “novo serviço”. Assumir o comando foi realmente uma mudança em sua vida profissional, “comandar pessoas é bem diferente de receber ordens”, sendo agora como “linha de frente”. A nova atividade consistiu em atentar-se mais aos prazos e delegar responsabilidades. No início foi bem difícil porque acabou rompendo a linha hierárquica que existia para a ocupação do cargo para o qual fora designada. Conclui que teve humildade para se achegar ao grupo que compreendia a dezesseis funcionários e poder contar com os mesmos na realização dos trabalhos. Garante que suas marcas sempre foram competência e humildade: “Não sei como se faz, mas, por favor, me ensine”.

Ainda solteira, nesta ocasião, independente embora ainda morando com a mãe, esta ascensão profissional representou para ela um profundo reconhecimento do seu trabalho, mesmo tendo sido por parte de “alguém da casa”, pois significou que, enfim, houve retorno do aprimoramento profissional que sempre buscou.

Em 1995, tempo do governo Covas, o DAEE passou por uma deficiência de funcionários resultante do grande índice de Demissão Voluntária – PDV, ou por penalizações que foram dadas a muitos de nossos colegas que tiveram que se desligar sem tempo de preparar o seu sucessor, etc. O DAEE conseguiu aos poucos se restabelecer com o investimento do governo japonês nas obras da Calha do Tietê, os piscinões, combate a enchentes, programas de água limpa, os comitês de Bacias que fortificaram o Órgão Gestor de Recursos Hídricos e, por conseqüência, o DAEE se tornou de novo uma “boa fatia do bolo”, principalmente pelo seu objetivo audacioso: a limpeza do rio Tietê. Processos relativos a todos esses assuntos sempre passaram pela sua área e se entusiasma ao dizer que mantém arquivos particulares de toda esta história: sejam os percalços, as dificuldades para liberação e o DAEE sempre se manteve na primeira linha, mesmo tecnicamente alguns próprios funcionários apostando no órgão que os alimentavam, desacreditados que o DAEE sobreviveria e, o DAEE conseguiu: voltou a ser um órgão de cunho político, motivando outras pessoas a virem conhecer o que o DAEE fazia e seus avanços.

Bastante crítica e perfeccionista, ela se retrata e reconhece que “errou algumas vezes e pôde aprender com isto”. Ao longo do tempo, sempre procurou manter a sua privacidade, até porque esta característica era exigência de seu trabalho na Chefia de Gabinete; ainda hoje, determinados assuntos na área são tratados à portas fechadas e os funcionários da área entendem e respeitam esta atitude, não interferem e não entram na sala, explica Kátia.

Com Dr. Nelson Massakazu Nashiro e Dr. Antonio Malo da Silva Bragança sempre teve um estreito laço profissional, do tipo “falar com os olhos”. Kátia destaca que foi muito bom também trabalhar com Dr. Ortiz – José Bernardo Ortiz, Superintendente do DAEE, pela sua simplicidade, seu profissionalismo e, principalmente a sua forma de lidar com a questão humana, o tratamento com todos indistintamente.

Com Dr. Mário Leite (Mário Oliveira Leite Neto), ex – Chefe de Gabinete passou por uma situação dificílima, pois após um lapso de uma das servidoras da área, isto custou a mesma a perda da função em comissão para a qual tinha sido designada, resultando-lhe, além da perda salarial, além acabou afetando a sua autoestima. A servidora em questão acabou se desmotivando a aposentando.

Conta Kátia que lidar com todo este fato foi algo marcante e afirma que o mais importante naquele momento não foi a perda financeira e sim a autoestima da funcionária.

Já na época de Dr. Fernando (Fernando Silveira Queiroz, já falecido), passou por outros sérios problemas, pois como não tinha recebido, em tempo, uma solicitação para compra de passagens ao Dr. Gabinete na ocasião, a chamou na sala e lhe disse que tiraria a sua função em comissão de Assistente Técnico de Direção III. A pedido e defesa do Dr. Arnaldo Pereira da Silva (desligado, a pedido, em 2000), Assessor Técnico da Superintendência na época, que interferiu e a defendeu, se recusando a assinar a apostila que a tiraria do cargo, argumentando que conhecia muito bem os serviços por ela realizados e a sua capacidade profissional, apesar de ser “desbocadinha”.

Dentre as conquistas do DAEE sente-se orgulhosa pelos avanços, inclusive salienta que o próprio Recursos Humanos veio se fortalecendo com medidas atuais disponibilizando mais cursos, investindo em massa no progresso do servidor com avaliações mais reais, mesmo com muita dificuldade de envolver os Responsáveis pelas Diretorias nas atividades deste tipo.

Menciona que os 34 anos de DAEE, acrescidos da experiência que teve por apenas três meses junto a empresa privada, tornou-a a profissional que é: extremamente centrada e rigorosa no que faz.  Momentos engraçados em sua área sempre há: o pessoal é muito alegre, receptivo, e sabe manter a seriedade e concentração na execução dos serviços. É um pessoal simples e participativo. Todos se ajudam na área e conhecem os serviços de cada um, desde o jovem cidadão, comenta Kátia e continua: o jovem cidadão é treinado em sua área para entender o trâmite interno de todos os assuntos sejam eles jurídicos, administrativos, recursos hídricos, de domínio público, etc. Gestora da CGE, Kátia conta com quatro jovens cidadãos e oito servidores.

Fala ainda com satisfação que, dentre as viagens exóticas que fez, sempre buscou conhecer costumes, religiões, valores… e estes valores só vieram acentuar os seus; inclusive sua viagem à Índia foi inesquecível e lhe trouxe um enriquecimento indescritível no sentido de acreditar que “podemos ser aquilo que construímos”, “o que você planta você colhe” e que é necessária a “perseverança diante das adversidades”.

Cita que se casou no momento exato: nem cedo, nem tarde. Encontrou uma pessoa que veio de encontro a sua forma de enxergar o mundo, a “sua cara metade”, por meio da internet e descobriram que (misteriosamente) mantinham um pseudônimo comum – koliva. Kátia conta que possui três enteadas que adora e que, em breve, será “avodrasta”.

Acredita no ser humano, pois é adepta do espiritismo, kardecista, e ama vestir a camisa do DAEE, terminantemente gosta do que faz e do papel que desempenha na Autarquia, conclui.

Anúncios

1 Comentário »

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

  1. A Kátia é uma pessoa maravilhosa. Somos amigos desde quando trabalhamos juntos na PJU. É de uma espiritualidade impar. Como profissional, é “pau para toda obra”! Parabéns!!! Júnior


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.

%d blogueiros gostam disto: