Um engenheiro com vasta experiência profissional e atualmente a frente da G.E.N – Gerência de Engenharia do DAEE: Silvio Luiz Giudice.

01/11/2012 às 16:56 | Publicado em Sem categoria | 2 Comentários
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Há muito tempo estávamos querendo entrevistar nosso colega Silvio Giudice, como é mais conhecido. Porém como estamos em locais  de trabalho distantes, nós na Rua Boa Vista e ele na Barragem da Penha, optamos por pedir uma entrevista por e-mail. Nestes casos normalmente alteramos o texto e o colocamos no padrão deste blog, mas em especial desta vez, o texto ficou tão bom (e até melhor que o nosso) que optamos em deixar no formato enviado pelo nosso entrevistado.

Antes de iniciar a matéria ressaltamos que Silvio Giudice, além de  profissional com vasta experiência obtida através da vivência nas diversas diretorias do DAEE por onde passou e se destacou, é muito admirado pelos seus colegas, pares, servidores sob sua liderança, além destes sempre destacarem seu bom humor no dia a dia.

Segue entrevista.

Meu ingresso no DAEE foi na sua antiga sede na Rua Riachuelo como estagiário, no final de julho de 1979. Na ocasião, cursava Tecnologia de Obras Hidráulicas na Faculdade de Tecnologia de São Paulo – FATEC/SP. Meu primeiro serviço foi como auxiliar do Eng.º Carlos Hirochi Moribe, que na ocasião pertencia aos quadros do IPT, na coleta e análise de informações de dados de vazões e níveis de rios para desenvolvimento do relatório intitulado “Estudos Estatísticos de Precipitações e Deflúvios para a Bacia do Rio Ribeira de Iguape”, numa Divisão da então Diretoria de Planejamento – DP, intitulada PP, no chamado Projeto Juquiá, cujo consultor na área de hidrologia era o Dr. Sunao Assae, que atualmente é Assessor da Secretaria de Saneamento e Energia – SSE.

Pouco tempo depois, com a vinda de Engenheiros do Japão para prestar consultoria no Projeto Juquiá, ainda como estagiário, fui convidado pelo Dr. Hiroaki Makibara para um treinamento na área de projetos em hidráulica (canais, túneis e aquedutos) pelo Dr. Flávio Augusto Câmara, que na época era consultor da CETESB, e também auxiliei o Eng.º José Santos nos levantamentos de quantidades do referido projeto.

Logo após a minha graduação em Tecnologia (dez/81), fui contratado temporariamente (via Consórcio) como Técnico em Hidráulica e iniciei o curso de complementação em Engenharia Operacional, sendo que em maio de 82 fui contratado como Tecnologista para trabalhar no Centro Tecnológico de Hidráulica – CTH. A minha intenção era trabalhar na área de modelo reduzido daquele laboratório, mas, no entanto, fui convidado a retornar à equipe do Dr. Hiroaki na Rua Riachuelo, onde a partir de então passei a ser orientado pelo Eng.º Orlando Natale, também pertencente aos quadros do IPT, e que atualmente trabalha na Fundação CTH, onde fui treinado no desenvolvimento de lay-outs de implantações de barragens.

Também nessa época, tive a oportunidade de receber orientação técnica do Eng.º Alfredo Pisani, que na ocasião era o Diretor da Residência de Obras de Juquitiba (Projeto Rosas) e curiosamente, quando estava em São Paulo, sempre fazia questão de explanar com detalhes a finalidade e importância dos serviços que eram determinados à minha execução e sempre perguntava “se eu sabia o que estava fazendo, bem como para que aquele trabalho iria ser útil”, pois não queria que o mesmo fosse executado “mecanicamente”.

Posteriormente, na mudança do Governo e com a nova administração do PMDB, o Projeto Juquiá foi “engavetado” e o DAEE passou por uma reestruturação com a criação das Diretorias de Bacias. Nessa transição, tive a oportunidade de trabalhar na recém-criada Assessoria de Recursos Hídricos da Superintendência denominada SHI, que era dirigida pelo Dr. Flávio Terra Barth, que mais tarde transformou-se na atual Diretoria de Recursos Hídricos – DRH, onde foram iniciados os estudos que culminaram com a criação do Plano Estadual de Recursos Hídricos, e na qual auxiliava o Eng.º Oscar Takatoshi Hirayama.

Em 1987 participei das comissões que acabaram criando a Associação dos Engenheiros, Arquitetos, Geólogos e Tecnólogos do DAEE – AEDAEESP, onde fui membro do Conselho Deliberativo, do Conselho Fiscal além de ser Tesoureiro por vários mandatos, sendo que atualmente sou Vice-Presidente.

Em 1992, também por convite do Dr. Hiroaki, passei a atuar numa área totalmente nova e comecei a “gerenciar” a parte administrativa de alguns contratos da DRH, como por exemplo, o HIDROPLAN (Planão), onde recebi um grande auxílio do colegas Luiz Roberto Gottardo e Jorge Luiz Grappeggia, pois para mim aquilo era “uma outra língua”. Com essa ajuda vinha cumprindo minha missão com certa desenvoltura para quem não era da área e no final de 1993, por sugestão do Eng.º José Carlos Pissaia (que acho já pensava na concepção da COPERHIDRO, rsrsrsrs), fui convidado pelo Dr. Flávio Terra Barth para ser Assistente Técnico da DRH.

Em 1995, na nova mudança de Governo e com a entrada do PSDB, foram feitas novas mudanças nas Diretorias de Bacia e após a aposentadoria do Dr. Flávio Terra Barth, a DRH passou a ser dirigida pelo Dr. Jorge Simão Júnior, então Diretor da BAT, onde continuei como Assistente. Logo depois, o Dr. Jorge Simão voltou ao posto de Diretor da BAT e me convidou para assessorá-lo naquela Diretoria, juntamente com a Eng.º Seica Ono.

Num primeiro momento fiquei indeciso, pois pela primeira vez iria me desgarrar dos colegas da DRH, numa atividade totalmente diferente, mas após consulta com o Dr. Hiroaki fui aconselhado a aceitar o convite, onde o mesmo alegou que seria um desafio e uma experiência muito valiosa para minha carreira.

E realmente foi, pois as atividades da BAT eram totalmente diferentes do que já havia feito até então. Num primeiro momento, além de assessorar o Dr. Jorge Simão, fazia o “elo de ligação” com as Regionais (Unidades de Serviços e Obras – USOs) da BAT em Mogi das Cruzes, Osasco e Itanhaém, onde diariamente era consultado sobre “n” abacaxis de ordem administrativa, técnica e até política.

Além disso, comecei a fazer contato com os Prefeitos do Alto Tietê e da Baixada Santista e tinha que preparar todo expediente oriundo das Regionais, onde recebia do Dr. Jorge Simão toda a sua experiência adquirida, pois o mesmo sempre teve o dom de escrever e falar muito bem. Considero que essa foi uma das épocas que mais aprendi no DAEE, principalmente com relação ao trato com as pessoas, que sempre foi muito peculiar no Dr. Jorge Simão.

Dois anos mais tarde, acumulei a função de Coordenador dos serviços de campo da intitulado “Projeto Pantanal” e posteriormente, com a aposentadoria do Dr. Jorge Simão e por indicação do mesmo, fui convidado pelo Dr. José Bernardo Ortiz para dirigir a BAT.

Nessa função, além da assessoria da Dra. Seica, passei a contar com o apoio administrativo do Eng.º Roberto Minami, que até então era responsável do DAEE pelo desenvolvimento de um projeto em São Vicente. Na mesma ocasião, em razão de diversos problemas nas Unidades da BAT em Mogi, designei o saudoso Eng.º Miya para responder pela Divisão de Operação e Manutenção das Barragens do SPAT, bem como para atuar como representante das unidades da BAT na região (Barragens, Estaleiro, Parque das Nascentes e etc.) numa espécie de “ponte” com a Diretoria em São Paulo.

Com muito esforço e dedicação, o Eng.º Miya foi conseguindo aos poucos motivar seus funcionários transformando-os numa equipe bastante “unida”.

Nessa ocasião, a Eng.º Seica já havia acumulado a função de Diretora do Centro de Gerenciamento de Recurso Hídricos da BAT (outorga) e com a sobrecarga de serviços nessa área, solicitei auxílio da Eng.º Henriete, que entre diversas tarefas, me substituiu na representação do DAEE no Comitê de Bacias do Alto Tietê (CBH-AT) e acompanhou todo o desenvolvimento do Plano de Bacias do Alto Tietê, que foi elaborado pela Fundação Universidade de São Paulo – FUSP.

Na parte técnica, além do auxílio do Eng.º Roberto Tito que me ensinou e continua ensinando sobre manutenção de rios, fui excelentemente orientado pelo Eng.º e amigo Elias Geraldo Berezuschy, que me fez de fato entender um pouco mais de hidrologia e hidráulica e a saber como deve ser feita uma boa vistoria técnica, além do estimado colega de Faculdade, Eng.º Mário Kiyochi Nakashima.

Além disso, sempre pude contar com o inestimável auxílio do Eng.º José Mário de Toledo Barros, a quem sempre recorria para analisar os documentos mais importantes da Diretoria.

Durante toda a minha passagem pela BAT, sempre fui secretariado com muita eficiência e prestatividade pela funcionária Sonia Christina Belleza, que nunca mediu esforços para atender as demandas da Diretoria.

Nesse ínterim, tentando me manter atualizado no meio técnico, sempre estive estudando um pouco, sendo que participei de diversos cursos, dentre os quais o de especialização em Agrimensura e em Drenagem Urbana.

Em julho de 2007, fui convidado pelo então Superintendente, Dr. Ubirajara Tannuri Félix a assessorá-lo na Superintendência do DAEE e o Dr. Ricardo Lange veio a assumir a direção da BAT. Nesse mesma época, fui convidado a ministrar palestras e aulas “avulsas” na área de Drenagem Urbana e Gerenciamento de Recursos Hídricos da FATEC-SP, por indicação de um ex-professor e colega de DAEE, Eng.º Denis Emanuel de Araújo que hoje é Diretor da Bacia do Peixe-Paranapanema e Presidente da Associação dos Engenheiros – AEDAEESP.

Em 2008, fui contratado como Professor temporário e em 2010 prestei concurso para a função de Professor Assistente para ministrar a disciplina “Operação e Manutenção de Sistemas de Drenagem Urbana” da FATEC-SP onde mais tarde fui designado com Professor Responsável pela matéria.

No início de 2010, o então Diretor da Diretoria de Engenharia e Obras – DEO, o ex-Superintendente, Dr. Ricardo Borsari me convidou para auxiliá-lo em estudos para elaboração de relatórios técnicos visando à posterior contratação de serviços de manutenção de rios na RMSP, onde posteriormente, foi criada a Gerência de Engenharia e Serviços – GES, que era dirigida pelo Eng.º؟ Manoel Horácio Guerra Filho.

Posteriormente, com a ida do Dr. Ricardo Borsari para a Presidência da EMAE, o Eng.º Guerra passou a ser o Diretor da DEO e eu passei a gerenciar a GES, cujo nome atual é Gerência de Engenharia – GEN, onde estou atualmente.

A sede da GEN fica na Barragem da Penha e na nossa rotina de trabalhos, podemos destacar a atuação na administração de serviços de limpeza e desassoreamento de diversos rios e córregos, tais como: Rios Juqueri (Franco da Rocha e Caieiras), Rio Cotia (Cotia, Carapicuíba, Jandira e Barueri), Rio Carapicuíba (Carapicuíba e Cotia), Rio Guaió (Suzano), Rio Baquirivu-Guaçu (Guarulhos),Córrego Três Pontes (Itaquaquecetuba), Rio Paraitinga (São Luiz do Paraitinga) e Rio Cabuçu de Cima (Guarulhos/São Paulo). Além disso, algumas obras de canalização e implantação de piscinões como no caso dos Canais de Circunvalação do Rio Tietê em São Paulo e Guarulhos, a construção de Polders no rio Juqueri em Franco da Rocha e os serviços de implantação do Jardim Metropolitano no entorno do Parque Ecológico do Tietê – PET (Sã Paulo/ Guarulhos).

Ao mesmo tempo, a equipe da GEN elabora os relatórios referentes às demandas municipais por meio da execução de serviços de vistorias e levantamentos específicos em campo, onde atualmente estamos desenvolvendo estudos para os municípios de Arujá e São Vicente.

Os serviços de limpeza e desassoreamento são essenciais para poder propiciar a restituição da capacidade de escoamento do rios e córregos, atenuando assim os picos de cheia e diminuindo a possibilidade de extravasamento dos canais, cuja inundação produz enormes prejuízos às populações, sem contar o risco da transmissão de doenças de veiculação hídrica. Essa é uma atribuição precípua do DAEE

Na nossa sede, além da Gerência de Engenharia – GEN, também existe a Gerência de Serviços do Tietê – GST, cujo responsável é o Eng.º José Luiz Correa Barbosa (57 anos de idade e 34 de DAEE). Na sede na Barragem da Penha, além dos Gerentes  da GEN e da GST, temos mais cinco Engenheiros, a saber: Roberto Tito Pereira (60 anos de idade e 36 de DAEE), José Augusto Rocha Mendes (45 anos de idade e seis de DAEE), José Geraldo Borges Folino (58 anos e 32 de DAEE), Cláudio Luis Menegatti (57 anos de idade e 30 de DAEE) e Tácio da Costa Sampaio (48 anos de idade e quatro de DAEE), além de um Técnico em Agrimensura: Pedro Rosa de Souza (68 anos de idade e 20 de DAEE), que além de fiscalizarem as obras, administram os respectivos contratos, todos eles auxiliados pela única mulher do entorno, a Secretária Sandra Tannuri Fabbris, que possui 33 anos de Casa e ……..alguns quinquênios de idade.

Para acompanhamento dos serviços, contamos coma colaboração direta dos colegas Adir, Assis, Gilson, Gerson, Rafael, Murilo, Otis, Jonathan, Hélio, Maicon, Pedro Franco entre outros da Gerenciadora ENGER, que estão sob o comando do seu prestativo Gerente Jorge Teixeira Ruela.

Com relação a outras atividades, relaciono a minha volta aos estudos no ano passado através do curso de pós-graduação em Ciências Ambientais, a qual espero terminar no próximo ano e recentemente, em conjunto com o Eng.º José Augusto Rocha Mendes, representamos o DAEE no XXV Congresso Latino Americano de Hidráulica que foi realizado na cidade de San José na Costa Rica,onde apresentamos o trabalho intitulado “Técnicas Experimentais de Desassoreamento de Rios Urbanos na Região Metropolitana de São Paulo”.

Como se percebe pelo texto e vasta experiência profissional do nosso entrevistado, o DAEE tem em seus quadros profissionais de fazer inveja a qualquer outra órgão/empresa, seja ela privada ou pública.

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2 Comentários »

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  1. Parabéns ….. Dr. Silvio pela sua dedicação!!!!!!!!!

    • grde dr. Silvio vc merece, pela sua dedicação e conhecimentos técnicos


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