Uma profissional muito tímida atuando junto à área de Tecnologia da Informação (T&I) no DAEE, Catarina Veit de Barros.

27/03/2012 às 13:57 | Publicado em Sem categoria | 2 Comentários
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Catarina Veit de Barros, com 55 anos, filha de alemães e, casada com um marido de origem italiana, é uma daquelas pessoas que você tem que se esforçar bastante para tirar informações dela, pois é muito tímida e introvertida. Parece não se dar conta da importância do seu trabalho e da área onde atua no DAEE – STI – Serviço de Tecnologia da Informação (TI), ou seja, na área de tecnologia da informação, área onde efetua um trabalho de grande importância e destaque. Isto por nossa conta ela jamais falaria isto.

Mas voltando a nossa servidora, que se formou na área de Processamento de dados em 1976, através da Fatec-Faculdade de Tecnologia de São Paulo, uma excelente escola por sinal. Viu um anúncio na faculdade recrutando pessoas para atuarem nesta área no DAEE. Enviou seu currículo e foi chamada para entrevista com Aramis A. Guerra – responsável pelos serviços de TI da antiga DP/PO – Diretoria de Planejamento.

Comenta a parte que, sua turma de Processamento de dados na FATEC foi a segunda, portanto o curso estava fresquinho, e que sua opção pelo curso não foi porque a área era promissora ou com perspectivas futuras, mas sim porque gostava de matemática e se optasse por esta faculdade teria que dar aulas, e que pela sua timidez, sabia não ser um caminho muito recomendável.

Passado o período de recrutamento, e já atuando no DAEE com seus 20 anos, primeiro emprego depois de formada, inicia suas atividades na antiga DP/PO sob o comando do Eng. Flavio Terra Barth, trabalhando sob orientação do Eng. Aramis, Eng. Domingues, e posteriormente, Jorge Titochi (hoje no DRH) e também formado pela FATEC.

No início, as atividades eram voltadas aos Sistemas de Recursos Hídricos que antecederam aos atuais sistemas gerenciados atualmente pela DPO, área sob o comando da Eng. Leila de Carvalho Gomes. Eram sistemas desenvolvidos por nosso pessoal interno e que rodavam em equipamentos de grande porte localizados na Prodesp. Na época a responsável por estes sistemas era a Eng. Marli Soares.

Mais ou menos no inicio dos anos 80, com os desdobramentos e mudanças no DAEE, Dr. Aramis passou a assumir a área de Informática do DAEE. O trabalho era praticamente o mesmo, as maquinas agora não eram só de grande porte que aos poucos foi deixando de existir e os micros passariam com o tempo a ser utilizados por todos. Lembra-se que nesta época sua Diretoria fornecia uma sala coletiva com vários computadores, que eram utilizados pelas Diretorias em sistema de revezamento. As pessoas preenchiam uma planilha do horário que os usariam cabendo à área cuidar que o sistema fosse obedecido e que todos tivessem acesso.

Havia também muita resistência das pessoas em usar os computadores, mas que com o tempo modernização, realidade, necessidades, isto foi mudando.

Este crescimento da área e importância dos microcomputadores aconteceu em função da realidade do DAEE (e do Estado em geral), pois com a entrada do Governador Mario Covas ocorreram novas necessidades de trabalho no DAEE como: novos sistemas de gerenciamento impostos pelo governo, capacitação de servidores para uso dos novos programas de informática, etc.

Este último item inclusive foi uma dor de cabeça para ela, pois o Diretor da época Sr. Carlos Kiss, determinou que a equipe a ministrasse cursos para os servidores, o que para ela por ser muito tímida, foi uma dificuldade. Hoje sabe ter sido válida esta obrigatoriedade, pois a ajudou a vencer um pouco da timidez. Hoje acha que está muito melhor em relação a isto.

A área depois sob o comando de Antônio Roberto Moretto, evoluiu ainda mais pois ele deu uma nova revigorada, comprando mais equipamentos, democratizando seu uso, tornando-a mais atualizada dentro do novo contexto.

Houve também a necessidade de implantar a rede de computadores da sede e posteriormente das Unidades do Interior de São Paulo. Mais tarde coube à STI interligar todas estes redes através do Projeto Intragov (links de dados contratados da Telefônica através da Prodesp).

Hoje as atribuições da Catarina, consistem em auxiliar nos cuidados de alguns sistemas, ajudar no gerenciamento dos diversos servidores, fazer cópias de segurança dos mesmos, dar apoio ao atendimento aos usuários quando necessário, fazer um pouco da parte burocrática da área.

O trabalho básico da área junto ao DAEE é: definir políticas de informatização das diversas áreas, gerenciamento e manutenção da rede de computadores, aquisição e manutenção de equipamentos de informática e também suporte a usuário, entre outras atividades diversas.

Catarina além do seu trabalho, tem também dois orgulhos: seus filhos gêmeos Victor e Leonardo, hoje com 27 anos. Ambos também criados no CCI – Centro de Convivência Infantil do DAEE, a quem deve muito, estão formados e atuando em suas respectivas áreas.

Victor, formado em Relações Internacionais pela USP, atua no Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo, e Leonardo, formado pela UNICAMP, atua na Petrobrás.  Comenta a nosso pedido se o esforço deles com relação aos estudos é por imposição ou exigência dela. Diz que sabe que tem uma parte nisto, mas que os dois sempre foram muito dedicados e esforçados, chegando ao ponto de aos 10 anos, querendo estudar em uma escola particular próxima à sua casa, ela e o esposo, deixaram bem claro que a família não poderia custear o curso para os dois, portanto continuariam os estudos na escola pública da região. Então por conta propria, foram até a escola, fizeram uma espécie de teste e conseguiram 50% de bolsa para cada um, portanto caberia a eles pagarem só 01 mensalidade praticamente. Ela aceitou prontamente e se orgulha da iniciativa dos filhos.  E é pra se orgulhar mesmo.

Catarina esta filha de alemães é casada há 34 anos com Luiz Carlos, ou mais conhecido como Dinho, de profissão serralheiro é alegre, extrovertido, falante, cantor de músicas italianas, enfim o seu oposto.  Tem que correr e se ajustar muito para acompanhar o ritmo acelerado do marido.

Segundo ela os filhos puxaram o jeito da mãe, introvertidos e quietos, ela diz que para arrancar uma fala é um sacrifício.  Ela está agora na torcida por netos, mas diz que pelo que percebe vai demorar, pois eles querem curtir a vida e os resultados pelos seus esforços. Bom, alias como todos de sua geração.

Catarina nos diz que apesar de gostar de trabalhar e do que faz atualmente, também gosta de ficar em sua casa. Não pensa em aposentar, mas nunca se sabe. Do DAEE só tem boas recordações, das pessoas, do trabalho, de seu aprendizado, do apoio para criar seus filhos.

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2 Comentários »

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  1. Este é um blog excelente, onde podemos conhecer um pouco mais sobre nossos colegas. É ótimo poder contar com a Catarina, já perdi a conta de quantas vezes ela me socorreu, quem dera eu tivesse o conhecimento dela!

  2. A timidez insistentemente mencionada na matéria é uma virtude que torna a “Caty” uma pessoa muito especial. É uma guerreira e muito querida por todos.
    Parabéns pela matéria!


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