Atuando com legislação trabalhista na Procuradoria Juridica do DAEE por Rosibel Gusmão Crocetti

19/03/2012 às 14:23 | Publicado em Sem categoria | 1 Comentário
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Hoje assumindo a função de Procuradora, atua junto aos processos trabalhista demandados contra a Autarquia. Apesar de defender o DAEE nas causas trabalhistas, diz que mantém um relacionamento muito bom com todos os servidores ativos e aposentados. Menciona que seu trabalho é impessoal e que isto ainda bem está claro na cabeça dos servidores, evitando-se assim um clima não amigável durante sua atuação. Fica feliz com isto.

Mas retornando a sua carreira profissional, começou em 1977 atuando na Comissão Processante Permanente, cujo Responsável e chefe Dr. Diógenes Raphaelli.  Ótima pessoa e profissional, disse que o volume de processos era grande, mas que após 02 anos foi transferida para atuar junto a Procuradoria Jurídica do DAEE – PJU.

Dr. Diógenes, conhecido de seu pai, também advogado, quando a convenceu a atuar no DAEE, estava dentro do prédio da faculdade de Direito São Francisco. Ela estava cursando a faculdade de letras em Campinas, mas quando viu aquele local, as pessoas, os grandes nomes que por lá passaram, o ambiente se encantou e disse pra si mesma: “É isto que eu quero pra mim. Estudar aqui e atuar nesta área: Direito.”.

Portanto em 1978, iniciou seus estudos no Largo São Francisco, na famosa Faculdade de Direito. Perguntamos se foi difícil entrar num curso tão disputado, e ela disse que na época nem pensou nisto, e acha que por isto mesmo passou. Não há dificuldades quando se quer alguma coisa, segundo ela.

Já casada, e com uma filha pequena: Yvi (hoje com 29 anos) teve que “rebolar” pra dar conta do recado. Muitas vezes trabalhou com a filha pequena na sala de trabalho, quando não tinha com quem deixa-la e ao final do dia a levava para as aulas. Diz rindo que a filha também se formou em direito como ela. Menciona ainda que às vezes quando ouve algumas mulheres dizer que não dá pra estudar e conciliar casa, marido, trabalho, não leva isto a serio. Pois no fundo sabe perfeitamente que dá sim, é difícil, mas, não é impossível.

Começou na PJU – Procuradoria Jurídica como datilografa, juntamente com outra grande profissional, hoje aposentada: Cleide, que era sua chefe nesta área. Mesmo nesta função e já estudando, diz que sempre procurou estudar, entender o que fazia, porque fazia, perguntava muito, discutia com os advogados, e eles sempre a apoiaram nesta atitude, incentivando-a ser questionadora e saber o porquê das ações e decisões da Autarquia na área jurídica.

Lembra-se que nesta época começo dos anos 80, havia 50 procuradores no DAEE, hoje são aproximadamente 13.

Sua formação profissional lhe possibilitou começar junto à área de desapropriação, execução fiscal, administrativa, emissão de pareceres jurídicos, acidentes de veiculo, tudo menos área trabalhista.

Com a sua evolução profissional, fez um concurso interno em 1983, cuja prova foi administrada pelo atual Procurador Chefe Sergio Antunes, que lhe acompanhou em audiência para saber realmente se tinha condições de exercer a função.

Com o passar do tempo e com a contratação de Celetistas, a demanda trabalhista cresceu muito, portanto formou-se uma equipe da qual viria a participar e atuar junto com Cleide, Junior, Oswaldo.

As ações sob a responsabilidade deles eram (e são) as mais diversas: hora extra sexta parte, salario mínimo profissional, insalubridade, periculosidade, quinquênios, licença premio, além dos problemas com terceirizados. Segundo ela eles têm uma lista de códigos destes assuntos para facilitar o serviço, portanto são 220 tipos de ações só na área trabalhista, nas quais a equipe do DAEE trabalha.

Hoje a equipe que cuida disto é além dela, os procuradores Junior e Yeda e a equipe composta da Camila, Daniela e os estagiários: Rui, Pedro e Ana. Silvia Cardenazzi auxilia também aos processos e a PJU em si toda trabalha conectada para dar conta dos processos em geral.

Diz que gosta muito de estudar, ler, ir a Congressos, Seminários, pois considera que o profissional desta área (e acho que de todas) tem que se manter atualizado, para manter sua capacidade profissional, pois as leis mudam muito, e o cenário está sempre se alterando.

Diz pro pessoal da sua equipe e principalmente estagiários que para ser um bom advogado, tem que se ter o seguinte perfil: ler muito, buscar sempre interpretar muito bem aquilo que se lê ter vontade, interesse, sempre buscar a atualização profissional, gostar de escrever. Diz ainda que ser formada em letras a ajudou muito na área do Direito.

Reflete que a demanda na área é grande, são muitas audiências, inúmeros processos para ler, entender, escrever pareceres, os prazos são curtíssimos, enfim tem que se gostar muito de atuar sob pressão sempre.  Apesar de a Justiça estar começando a digitalizar os processos ainda falta um longo caminho até que isto de fato ocorra facilitando a vida dos procuradores e quem atua neste campo.

Das pessoas que a inspiraram no seu trabalho lembra-se dos procuradores: Dr. Raul, Rubens Bomfim, Dr. Norberto, Cleide, Ruth, Odete, Junior. Todos eles ótimos profissionais e hoje fora do DAEE, excetuando-se o Junior, que atua também na área trabalhista do DAEE. Com este tem um relacionamento fraternal, muito próximos, são grandes amigos e ela o admira muito, pois este está sempre batalhando pelas causas dos servidores e auxiliando quem precisa dele.

Hoje uma mulher divorciada, que criou seus três filhos: Yvi, (29 anos); Felipe (28 anos) e Enrico (24) é uma pessoa realizada. Adora viajar, mergulhar, praticar esportes radicais, pesca, tem muitos amigos, curte a família sempre que pode. Avó coruja de Alessandro com 05 meses, filho de Felipe, diz que está curtindo esta nova fase.  Perguntada sobre se tem planos para sua aposentadoria, diz que ainda quer fazer faculdade de arquitetura (pasmem).

É uma pessoa satisfeita com esta nova fase da sua vida, e que diz que apesar de adorar todos os filhos, seu filho Enrico é um milagre na sua vida. Através dele é que soube que Deus estava na vida dela. Ele nasceu com um grave problema de Galactosemia que é um erro inato do metabolismo.  A expectativa de cura, de uma vida normal e de tempo de vida eram mínimas. Depois de todos os esforços da família, das equipes médicas, ele (hoje com 24 anos) está atualmente fazendo faculdade de biomedicina, pois tem em mente poder atuar junto à área de pesquisas para entender ainda mais esta doença e poder ajudar outras pessoas. Com seu caso, já foram dados muitos passos e avanços na direção da melhora desta enfermidade, mas ele ainda quer mais.

De fato, ela só tem a agradecer por tudo que tem.

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  1. Lembro de uma vez quando encontrei a Rosibel, ela se sentou na mesa e disse que havia passado na livraria para comprar uns “livrinhos para se distrair”. Eram dois livros enormes sobre direito, cada um deveria ter no mínimo 400 folhas. A Rosibel possui muita energia, é humanamente impossível ignorar sua presença quando ela chega. Admiro sua disposição e lendo sua história, fico ainda mais inspirado em ser um profissional melhor.


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