Uma gráfica em Taubaté, que atendia todo o DAEE na década de 70, por Alziro Ribeiro.

29/11/2011 às 16:36 | Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário
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Alziro Ribeiro, 76 anos, foi entrevistado por nós em setembro, quando foi à unidade de Taubaté pegar seu holerite. Aposentado já há 22 anos, atualmente complementa sua renda pequena de aposentado, com o trabalho árduo em seu sitio, onde tem uma pequena plantação, um pequeno pomar, um lago com peixes e umas cabecinhas de gado (poucas diz ele). Apesar da idade, diz que gosta do trabalho, mas que precisa dele, para complementar a renda familiar, para ele e esposa. Alias a realidade da maioria dos aposentados deste país.  

Quanto a sua vida profissional no DAEE, comenta que admitido em 1961, entrou fazendo serviços de servente, atuando nas obras com, por exemplo, na Barragem de Pindamonhangaba: Santa Maria e Caninhas fazia concreto para a estrutura. Nesta época descarregavam 02 caminhões de cimento por dia, o trabalho era pesado e duro.

Após 06 anos neste trabalho, foi transferido para o almoxarifado, onde atuou por 12 anos e depois para a gráfica que estava começando em Taubaté.

Neste período esta gráfica era responsável por fazer todo serviço gráfico do DAEE: todo tipo de formulário, impressos, envelopes com timbres, etc. sendo tudo feito lá e distribuído às outras unidades. O Responsável pela área Senhor Valdir – um ótimo gráfico.

Quando foi transferido pra área, detestava o trabalho, pois as mãos ficavam sujas, manchadas. Depois pegou o jeito e passou a gostar do oficio.

Havia muita gente trabalhando na gráfica (não sabe precisar quantos), mas vimos pela área onde ela estava instalada no térreo da unidade, e vimos que realmente era uma área enorme. Ele aprendeu a fazer todo o serviço de gráfica, regulava, passava tinta, cortava. Havia ainda varias máquinas para o trabalho: para corte do papel, pra impressão, para o acabamento. Não havia na cidade de Taubaté gráfica tão profissional quanto à do DAEE, diz ele.

O DAEE nesta época era uma potencia, tinha em torno de 5000 servidores, só na BPB em torno de 2000, segundo ele, e o trabalho ia a todo vapor.

Porém com o passar do tempo, e a diminuição do número de servidores e outros problemas, a gráfica foi fechada e ele transferido para mecânica, até o período em que se aposentou, não porque queria, mas por ser servidor efetivo, não via vantagens em permanecer, pois não havia muito como crescer profissionalmente.

Sr. Alziro fez um bom trabalho no DAEE, deixa um filho servidor que continua sua trajetória na BPB – Taubaté como motorista e hoje pelo jeito continua efetuando o mesmo bom trabalho no seu sítio. Boa sorte e sucesso nesta nova empreitada.

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