O servidor das muitas facetas da Unidade de Serviços e Obras de Itanhém (BAIT) – Danilo Paulo da Luz

05/09/2011 às 23:26 | Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário
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Estivemos na unidade de Itanhaém (BAIT) no final do mês de agosto, numa tarde cinzenta, chuvosa, para entrevistar os servidores que pudessem nos contar um pouco sobre o trabalho daquela unidade.  

A BAIT – é uma Unidade de Serviços e Obras / Escritório de Apoio – que tem por objetivo coordenar serviços de máquinas do DAEE no campo dos recursos hídricos, realizados em parceria com as prefeituras cedendo  máquinas como Drag-lines, escavadeiras hidráulicas, pás carregadeiras, tratores, valetadeiras, retro-escavadeira, etc.  

É subordinada a Bacia do Alto Tietê /BAT, localizada na Vila Prudente em São Paulo. Atende aos Municípios de Peruíbe até Bertioga, há inclusive um escritório de apoio em São Vicente.

Por sugestão do Diretor conversamos com Danilo Paulo da Luz, servidor com 55 anos, que se encontra no DAEE desde 15/6/77.

Foi admitido na Autarquia  por conta da amizade com Cesar Predolin, servidor do DAEE, com o qual fazia cursinho visando o curso universitário. Com 19 anos, boa condição física,  bom jogador de futebol, foi   convidado a fazer parte do time do DAEE, mesmo sem ser funcionário. Participou dos jogos, campeonato, fez boas  amizades. Posteriormente  foi convidado a fazer um concurso interno, no qual o próprio diretor da unidade  poderia contratar uma cota de servidores para atuar lá. Fez os testes necessários, lembrando-se inclusive que um deles foi aplicado pela Efigenia que na época atuava na área de seleção do DAEE. Ele foi admitido para atuar na  Seção de pessoal da BAIT.

Com ele trabalhavam  03 moças: Eliane, Angélica, Nenê. Passados alguns meses estas funcionárias pediram demissão por motivos particulares.Sozinho foi promovido à responsável pela área de pessoal da unidade, área na qual ficou por 05 anos e com o qual se identificou e gostou muito.

 Logo depois chegaram Rosana de Paula e Durvalina, que passaram a trabalhar no setor pessoal.  Passado um tempo, Rosana transferiu-se para trabalhar em São Paulo, Durvalina para Mogi das Cruzes, (onde estão atuando até hoje).

A mudança desta área se deu de forma meio que desastrosa, engraçada, ou ética, enfim da forma como cada qual quiser enxergar, e envolve uma figura muito marcante no DAEE: Capitão Noray de Paula e Silva que na época era o Diretor Administrativo do DAEE, um cargo abaixo somente do Superintendente, ou seja, mandava muuuito. 

Segundo ele, em 1982,  havia dois cargos de promoção na unidade de Itanhaém:  um Chefe de Pessoal,  outro Chefe da Área de Compras/Suprimentos. Como o servidor responsável pelo setor de compras que iria ser promovido era filho do Diretor (parece que financeiro ou administrativo) que exercia esta função e Danilo a de Chefe de Departamento De Pessoal (DP), o Diretor da Unidade recebeu orientação do Capitão Noray, que o filho dele não deveria ser subordinado a ele, principalmente numa área que envolvesse recursos financeiros, portanto o cargo de chefe de compras deveria ser dado ao Danilo e o outro ao filho deste Diretor.   Assim não haveria problemas.

Os cargos foram dados conforme a orientação, mas as funções continuaram a ser seguidas como antes, Danilo no DP e o outro servidor na área de compras. Passados uns dois meses, visita surpresa do Capitão Noray na unidade, mais alguns assessores. Se dirigindo ao DP, ele encontrou com Danilo e já perguntou: – “ O que você esta fazendo nesta área?” e Danilo muito sem graça respondeu: -“ Eu cumpro ordens, to trabalhando onde me mandaram”. Chamados os três envolvidos nesta estória de promoção o Capital Noray decretou: você tem um dia para fazer a troca, cada qual trabalha na área  onde tem o cargo.  E ai você acha que eles obedeceram a ordem????? Não deu pra enrolar o homem não. Isto é que é estilo militar. (risos).

Uma das metas deste blog é a de retratar a forma de gestão ao qual os servidores públicos do DAEE se submetem ao longo dos tempos. Esta acima é a forma anterior ao periodo anterior a 1982, ou seja época onde havia muitos miltares no comando de órgãos públicos, inclusive no DAEE.  

Bom retornando ao Danilo foi pra área de compras/suprimento por 10 anos, mas como trabalhar com dinheiros, recursos é complicado, e após a saída do seu chefe Nelson Bernardo, pediu para o Diretor da Unidade: Domingos Marcari (anterior ao J.Luiz Gava – Diretor atual) que queria mudar de área, indo atuar na área que está até hoje: manutenção de máquinas da unidade.

Nesta época, a unidade de Itanhaém dispunha entre maquinas e veículos de  35 que ficavam sob seus cuidados. Estas atendiam as Prefeituras de Peruíbe até Bertioga. O DAEE não só oferecia os serviços, técnicos, máquinas, mas também o combustível, os operadores, enfim o kit completo. Hoje com pouquíssimas máquinas muito antigas, só disponibiliza as maquinas.

Mesmo assim, ele diz que procura fazer de tudo pra recuperar estas máquinas, que são importantíssimas para fazer estes serviços nos rios, córregos, etc., e atender aos municípios. Como os recursos são escassos para comprar as peças, ele faz contato com outras Prefeituras fazendo permutas, pedidos, outras unidades do DAEE, às vezes ele pede, às vezes ele oferece peças para que as máquinas das outras unidades sejam recuperadas.  Diz que atuar no DAEE é isto, a falta de recursos nos faz criativos, comunicativos, bem relacionados.

Com o passar dos anos, e a diminuição do quadro de pessoal no DAEE e na BAIT, diminuiu muito, tendo este passado a assumir outras funções além da manutenção das maquinas e veículos como apoio ao pessoal, responsável pela infraestrutura da sede, pelo transporte, patrimônio e apoiando o escritório de S.Vicente no qual tem 13 servidores atuando. 

Tem atuação também por inúmeros anos alternados, na ADAEE como Delegado do Núcleo de Itanháem. Atualmente o núcleo dispõe de pousada, com 05 quartos, 01 casa com 03 quartos, 01 quiosque, tudo muito simples, mas com preços módicos e próximo a praia. O benéfico é oferecido aos sócios da ADAEE.

Ele finaliza dizendo que é um faz tudo, que vai assumindo e quando vê, ta pegando coisas demais. Ás vezes até acaba se excedendo com as pessoas, errando, pois só erra quem faz, e o seu caso, mas o seu objetivo mesmo é sempre ajudar o DAEE e os seus superiores.

Danilo é casado com Geny, tem 01 filha de 15 anos, é nato de Itanhaém, entrou no DAEE ainda adolescente, então com 19 anos, cursou duas faculdades: Administração e Ciências Contábeis iniciou uma terceira de educação física, mas parou no segundo ano, e diz que adora o trabalho que faz no DAEE, se sentindo muito triste pelo DAEE não ter uma projeção maior como mereceria. Fica chateado quando as pessoas lhe perguntam: Mas o que o DAEE faz? É Sabesp? É DAE? Acha que falta mais propaganda, marketing?

Outra chateação é o pouco entrosamento entre Capital e Interior, o isolamento das unidades, a separação. Quase ninguém aparece por lá. Os servidores não se sentem valorizados. Coisas que ele infelizmente não pode resolver mas que ele sabe que na cabeça e no coração de quem fica nestes locais como Itanhaém e outras sedes distantes do centro, sentem como ele.

Mas independente de tudo isto, seu trabalho o faz  faz sentir uma pessoa realizada,  bem relacionada, tem certa projeção na sua cidade pelo fato de trabalhar no DAEE, e isto o deixa feliz e agradecido por ter tido a oportunidade de fazer parte da história do DAEE.   

 

    

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