Um administrador nato e muito sério no que realiza, por: Milton Azambuja

23/05/2011 às 18:18 | Publicado em Sem categoria | 3 Comentários
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Entrevistamos em maio, o Sr. Milton Azambuja. Nascido em 06 de dezembro de 1937, demonstra ter menos idade do que realmente tem; viúvo, pai de quatro filhos e com quatro netos, é filho de um bancário, neto de portugueses e mãe descendente direta de Alemão. Sempre bem vestido e, de vez em quando, com um chapéu que lembra a década de 50, nos atendeu com presteza.

Entrou no DAEE em 20 de novembro de 1968 encaminhado por um amigo cujo nome é Antônio Carlos Brevideli.  Na época tinha formação de Técnico em Eletrônica, sendo admitido em um cargo de nível médio, atuando junto a Diretoria de Energia e Telecomunicações, sob a supervisão do Eng. Alexandre Antônio de Sodré Ribeiro.

Já na década de 70, e já tendo cursado a Faculdade de Administração de Empresas na FMU, (depois fez mais três especializações nesta área) foi para área de eletrificação rural na Alameda Casa Branca. Lá tinha o ritmo de empresa, marcava ponto, porém o salário era compatível com o mercado. O Chefe da Seção de Projetos era o Sr. Antônio Carlos Catapani que, depois de minha formação na faculdade, me promoveu para um cargo de nível superior. O Diretor da Diretoria era Dr. Aldo Pedro Buono, excelente técnico, muito correto, competente com o qual aprendeu muito, logo o passou para ser seu assistente, função na qual fazia o controle dos contratos de financiamentos das cooperativas de eletrificação rural. O volume de trabalho era grande. Nesta época trabalhou com Maria Aparecida Tonini, hoje na área de obras do DAEE, a qual o ajudava nesta tarefa. Eram assessores do Dr. Aldo: Milton Azambuja, Susumu Watanabe, João Bosco Ribeiro.  

No início da década de 1980, com as mudanças politicas, vitória da oposição, alteração na gestão do DAEE, e com o término das atividades da eletrificação rural, viria a se transferir e trabalhar na área de administração com João Gabriel Bruno, seu novo diretor.

Devido a novas mudanças politicas e com a transferência de parte do quadro dos servidores da área administrativa para CETESB, na qual o João Gabriel Bruno se incluía, a função de Diretor da Divisão de Atividades Administrativas acabou “sobrando” para ele, se é que se pode dizer isto. Como já conhecia bem o trabalho e pessoas da equipe, tocou o trabalho sem problemas.

Porém numa nova mudança politica veio um novo diretor administrativo de fora para ficar no seu lugar, cabendo a ele assessorá-lo. Como isto foi se tornando inviável, por sorte ele foi convidado pelo Dr. Fujimoto, a assessorá-lo na Diretoria Administrativa da Secretaria de Obras e Meio Ambiente – SOMA que também ficava no mesmo prédio que o DAEE, ou seja, na Rua Riachuelo, 115. Aceitou o convite de bom grado, e ficou lá atuando mesmo quando o Dr. Fujimoto foi promovido a Chefe de Gabinete da SOMA. Trabalhou até dezembro de 1994 e em 1995 se aposentou, pois disse que queria descansar de tantas mudanças de gestão, dos tantos anos de trabalho e aproveitar a vida com a esposa que também viria a se aposentar após mais 01 ano.   

De 1995 até 2001 esteve aposentado, tentando curtir a vida, porém sua esposa 01 ano após se aposentar veio a falecer, o que o deixou muito triste, pois era um relacionamento excelente, uma união que até hoje deixa saudades.

Mas o futuro lhe reservou uma surpresa, pois em 2001 veio ao DAEE entregar um documento quando soube por sua ex-secretária Sandra Aparecida de Oliveira que João Gabriel Bruno estava de volta ao DAEE, agora como Diretor da DSD – Diretoria de Administração e Sistemas. Resolveu então cumprimentá-lo, quando subitamente este o convidou para retornar ao DAEE, já que precisava de gente com experiência. Ele que fazia alguns trabalhos extras que apareciam na área de contabilidade e finanças, se surpreendeu mas aceitou a oferta. Passado uns meses foi chamado para o exame de admissão.

Retornando ao DAEE, veio trabalhar justamente na área onde sempre atuou Diretoria Administrativa, que cuida de contratos, compras, manutenção, Xerox, etc.

Sr. Milton disse que adora a área onde atua: controles, cálculos, contratos, e que orgulha do trabalho que realiza, porém acha que a Autarquia como todas as empresas deveriam fazer um rodizio nas atividades das pessoas, assim poderia haver um aprendizado maior (e porque não dizer falta de acomodação) para os servidores e empresa também. A tecnicidade e especialização das pessoas na Autarquia impedem que eles alcancem novos horizontes.

Ele apesar do volume de trabalho, sempre atuou também junto às entidades de classe do DAEE. Na ADAEE atuou como Tesoureiro na época do Presidente Clarindo Mendes, junto com Cândida, José Arnaldo, Neusa Gouveia, Silvia Barrozo (eu) numa época onde pegaram a ADAEE com muitas dívidas. Disse que teve vários problemas com as Diretorias na época, principalmente com as assistentes sociais, pois não liberava recursos para as doações, afinal os recursos eram poucos e a casa precisava ser reorganizada. Contava, porém com a flexibilidade do Sr. Clarindo que tinha sempre um jeitinho de conseguir as coisas com as pessoas. Na época ao final do mandato deste grupo entregou a entidade sem dívidas, e com caixa para despesas provisionadas. Disse que o fato da ADAEE contar com os convênios com a CESP, CETESB, METRÔ e outros e ainda o apoio por parte das Diretorias do DAEE quanto a reformas, cessão de servidores para auxiliar em algumas áreas foi fundamental nestas ocasiões.

Na parte da Cooperativa também ajudou, pois foi através de uma caixinha criada por um grupo do qual fazia parte, mais Antônio Benedito Costa, João Gabriel Bruno entre outros é que deu origem a cooperativa de crédito Cecrem, hoje Cooperhidro. Atualmente ainda colabora, pois já foi conselheiro fiscal da entidade por 02 mandatos.

Na ADAEE também colaborou participando do conselho deliberativo, por dois mandatos foi seu presidente e ainda foi um dos fundadores do Sindicato dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo.

Sr. Milton gosta de viajar, já esteve nos Estados Unidos, na Europa, Itália, Espanha e Portugal, e no Continente Africano esteve no Egito. Sobre suas viagens conta que nos Estados Unidos foi à Califórnia. Viajou de carro de Los Angeles até São Francisco. Quando foi tinha uma opinião sobre os americanos, mas voltou com outro conceito. Apesar de seu inglês ser meio tosco não houve dificuldades para se relacionar. Na Itália esteve em Veneza, Milão, Capri. Ficou admirado das construções deixadas pelos romanos. No Egito via as Pirâmides de Gizé, a Grande esfinge, que o deixou extasiado tentando entender como conseguiram realizar estas construções naquela época. Visitou Alexandria e sua famosa biblioteca, fazendo também um cruzeiro no Nilo. As viagens não há palavras que as descrevem, precisa estar lá. Parece que este é um hobby que o agrada muito.

Abaixo alguns últimos comentários deste nosso entrevistado a algumas das nossas questões.

 Blog: Se tivesse que dar um conselho aos mais jovens, qual seria?

Sr. Milton: Trabalhar com dedicação, praticar a observação em todas as atividades pessoais e profissionais, procurar fazer o serviço bem feito, ter respeito em todos, ser discreto. Tudo isso faz parte do trabalho.

 Blog: A frase “a pessoa nunca terá a segunda chance de causar a primeira boa impressão”.

Sr. Milton: Em minha opinião daria a segunda chance, pois o ser humano tem o direito de errar, mas não a terceira.

 Blog: O Senhor se considera uma pessoa de sorte?

Sr. Milton: Sim, pois sempre fui convidado para atuar nas áreas por onde passei, nunca procurei ou me ofereci para nada.

 Blog: Para finalizar quer deixar algum Recado?

Sr. Milton: Sendo de família humilde, tudo o que a vida me proporcionou foi fruto do trabalho, nunca me corrompi, sempre fui mais técnico de que político, não faço campanha política para ninguém e gosto de ser e visto como uma pessoa séria.

Aos jovens que iniciam nos quadros do DAEE (que é uma grande família), afirmo que se abraçarem o trabalho com dedicação, respeito aos superiores e subordinados e desempenharem todas as atividades com seriedade e amor, o reconhecimento será o fruto de sua aplicação e a recompensa será a certeza de ter servido a todos com dignidade.

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3 Comentários »

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  1. Tendo sido amigo e colega de classe no Arquidiocesano do Sr. Milton Azambuja, gostaria de contactá-lo. Peço que se comunique comigo por e-mail.
    Grato
    Luiz

  2. O Grande Arquiteto nos ensinou que cada bloco é único e é lapidado adequadamente

  3. amigos do Daee

    abraços


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