Aspectos Sociais do Envelhecimento e o Valor do Ancião

04/05/2011 às 16:04 | Publicado em artigos técnicos de servidores | Deixe um comentário

Na sociedade contemporânea, a velhice não é algo raro, mas sim, um fenômeno cada vez mais presente. No início do séc. XIX a expectativa de vida era de aproximadamente 35 anos. Hoje ultrapassa os 70”. (GÖRGEN, 1991).

O novo perfil do idoso, acrescido a um número cada vez maior de cidadãos da terceira idade, forçosamente implica numa atenção mais dedicada a esta categoria; seja por parte do governo, ou da sociedade, como um todo. Esse novo perfil, do idoso com vida ativa, social, financeira, política e até amorosa, necessariamente altera as relações familiares e profissionais. Essa nova atitude diante da vida e da sociedade implica também em alterações das políticas econômicas, sociais e de saúde, para oferecer uma vida digna, a esta categoria emergente, que já deu sua contribuição ao longo de toda a vida.

E por que há tanta certeza quanto às mudanças sociais? Segundo Górgen (1991):

“Se fosse concedido crédito aos editoriais, às sabedorias populares, aos programas de rádio e televisão, a velhice significaria ineficiência, resignação, enfermidade, solidão, tédio, esclerose e teimosia. (…)”.
(Comentário em caixa de texto PUC-Rio – Certificação Digital Nº 0510330/CA)
Esta imagem necessariamente mudará,
1 – porque sempre apenas em parte correspondeu à verdade, e portanto, pertence àquelas típicas generalizações atuais, pouco merecedoras de crédito.
2 -porque o número crescente de pessoas idosas implica na sua importância cada vez maior em nossa sociedade, e ainda porque a vitalidade e a criatividade, componentes hoje frequentemente não considerados na velhice – serão tratadas de forma prioritária.

Segundo a ONU apud Hermann (1991), no ano de 2025, haverá 1,1 bilhão de pessoas acima de 60 anos no mundo. – “Isso não tem como ser ignorado!”.
“A economia de mercado será forçada a se adaptar a esses dados, pois 66% da renda livre disponível serão utilizados por aqueles com mais de 40 anos”.
“Formação profissional prolongada, menor número de crianças e tempo vital de trabalho reduzido, são coisas que numa economia de mercado, irão realçar a importância do homem mais velho, consciente, criativo, vital, comunicativo, experiente e com abertura para o saber”. (Hoffner, 1983 apud Hermann, 1991)

O valor do ancião
Existem muitas teorias para explicar o processo de envelhecimento, no entanto não é possível determiná-lo com exatidão em termos cronológicos. Mas é possível compreender que todos nós, “desde o dia de nosso nascimento, vivemos, direcionados para a morte; todos, tanto os recém-nascidos, o que está em processo de crescimento, o homem maduro, como também aquele que aproveita o máximo de seu êxito vital, e ainda, finalmente, o ancião conhecedor do momento da sua morte iminente”.
“Nascentes morimur” (Com o nascimento começa a morte). (HERMANN, 1991)

Por isso mesmo, ‘todas as culturas adiantadas e religiões da História’ davam o devido valor aos seus idosos; Em torno do ano de 1300, o homem atingia a idade máxima de 32 anos, em média; Em 1900 a expectativa de vida ainda era de 42 anos máximo, em média. Aqueles que sobreviviam e obtinham a benção de envelhecer, lhe era dedicada uma posição particular na sociedade, uma dignidade especial e uma primazia. Tratava-se o idoso com veneração: benção de envelhecer, eis a consolidação desta valorização. Imputar à figura de Deus, a de um pai foi outra forma de se valorizar o homem envelhecido, sábio. O Cristianismo perpetuou o quanto pode a ideia de “Deus Pai”; “Padres da Igreja”; “Santo Padre”.
(Comentário em caixa de texto PUC-Rio – Certificação Digital Nº 0510330/CA)
A seguir alguns fatos reais, comprobatórios destes momentos de esplendor da valorização da velhice:

1) O homem atingia a maioridade apenas após completar 50 anos de vida – China antiga.
2) Dizer a uma mulher que ela parece ser uma centenária, era o maior galanteio – China antiga.
3) Formaram o Conselho de Estado de Esparta, 28 cidadãos com mais de 60 anos -Grécia antiga.
4) Formou o senado romano, homens com experiência em vida pública e com mais de 80 anos. -Roma antiga.
5) O papado sempre foi uma gerontocracia1 – Roma antiga e contemporânea.
6) “Fausto II” e “Poesia e Verdade” foram escritos por Goethe aos 82 anos de idade.
7) Immanuel Kant escreveu “Críticas” a partir dos 64 anos.

8) Richard Strauss compôs “Metamorfoses” com 85 anos.
9) Os desenhos do fim do mundo foi à última grande obra de Leonardo da Vinci, feita aos 67 anos.
10) Miguelângelo compôs sonetos aos 79 anos e quando faleceu aos 89 e ainda trabalhava em uma nova composição, “Pietá”.
11) Leopold Von Ranke terminou de escrever sua obra “História Universal” aos 91 anos, quando então se permitiu morrer.
12) Toscanini regeu as partituras mais difíceis aos 87 anos.
13) Eugênio Gudin, o homem da ciência econômica brasileira, até seus 98 anos escrevia os editoriais, ininterruptamente, no jornal diário, “O Globo”.
14) Oscar Niemeyer, mais de 99 anos, trabalha até hoje como arquiteto criando novas formas de edificação, participando da mudança urbanística das grandes cidades brasileiras.
(Comentário em caixa de texto PUC-Rio – Certificação Digital Nº 0510330/CA)

Extraído de Cap. 04 – Aspectos Sociais do Envelhecimento do texto PUC-Rio – Certificação Digital Nº 0510330/CA).

Anúncios

Deixe um comentário »

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.

%d blogueiros gostam disto: