Nova história de bode (e inundação), agora por Jorge Iamamoto.

22/02/2011 às 15:46 | Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário
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Antigamente, era muito comum a ocorrência de inundação (hoje não é?) nas ruas e residências da Rua do Porto, em Piracicaba, SP.

Certa noite, diante de inúmeras garrafas vazias de cerveja, vários moradores da região se preparavam para voltar às suas casas, com a madrugada chegando.

Ao saírem do bar, notaram  que se formavam nuvens carregadas de chuva  e começaram os comentários de sempre, as inundações iminentes, os trabalhos de erguer aparelhos domésticos para que as águas não os estragassem, as choradeiras das crianças com medo das águas, o desconforto de mais uma madrugada acordado, esperando as águas baixarem para limpara a casa.

O Lucindo era um solteirão e morava bem próximo ao rio Piracicaba, onde as inundações eram frequentes e um deles perguntou:

__ Ô Lucindo, como você faz quando as águas adentram o seu barraco?

__ Continuo dormindo porque eu tomo minhas providencias antes: amarro o bode na mesinha que tenho lá e quando as águas começam a entrar na casa ele começa a berrar, ai eu acordo e vejo como está a situação.

Na madrugada aconteceu um chuvaréu para ninguém botar defeito e a Rua do Porto era um segundo rio, com a maioria das casas inundadas.

À noite, como sempre, os amigos do Lucindo reuniram-se no boteco e viram que o amigo estava estranho, ele que sempre estava com certa roupa, trajava uma diferente e que  todos notaram.

Depois de algumas cervejas e biritas, perguntaram para ele:

__Lucindo como foi à enchente lá na sua casa?

Meio amargurado, meio sem jeito e até meio envergonhado, Lucindo falou:

__Olha gente, a gente ouve histórias de amigos e amigas, falsos e falsas que traem, mas de bode traiçoeiro é a primeira vez que vejo. Ontem à noite fui dormir e como sempre, quando acho que vai chover, amarrei o Tico –era o nome do bode – no pé da mesinha e fui dormir bem sossegado.

De madrugada, com o dia quase clareando, comecei a sentir um frio danado e vocês sabem por quê? A água entrou no meu barraco e encheu até a altura da cama, molhou tudo, o colchão, a coberta, minhas roupas, tudo. Aí, fui ver porque o Tico não ficava berrando como das outras vezes e vi e não acreditei: o danado tava dormindo e parece que até roncava em cima da mesa da cozinha!!!!!!!!!!!

Obs: Jorge Iamamoto é Diretor da Unidade de Capivari, pertencente a Diretoria do Medio Tietê – BMT, com sede em Piracicaba e, colabora com nosso blog enviando textos sempre bem humorados.

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