Eng.Rainho – Um dos Responsáveis pela construção do prédio da Vila dos Remédios, que abrigaria Divisão de Transporte e Hidrologia – hoje FATEC/Osasco

10/12/2010 às 17:38 | Publicado em Vila dos Remédios | 1 Comentário
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Eng. Rainho

Aos 85 anos, o Sr. Antonio Carlos Ferreira Rainho ou Engenheiro Rainho com é conhecido, é um entusiasta nato, daqueles que ri e diz com os olhos. Casado há cinqüenta e três anos com Sra. Geny, tem três filhos e demonstra muito orgulho em ter formado; uma cardiologista, Capitã da PM, um Engenheiro e, a menor, estudou Radio/TV. Possui cinco netos, e, com alegria, cita que é muito querido por eles, embora exigente, sempre se mostra participativo no dia a dia dos mesmos.

Tivemos o prazer de conhecê-lo no último encontro dos aposentados organizado pelo DAEE. Convidamos para uma entrevista e ele topou imediatamente. 

Sobre sua história de vida conta que após sua formatura em engenharia em 1956, atuou como metalúrgico no inicio do desenvolvimento da indústria automobilística; experiência que lhe foi de grande valia. Quando admitido no DAEE em 23/09/1963, junto ao GTI/DE (grupo de trabalho),  passou a colaborar com os colegas da equipe desenvolvendo funções voltadas para a energia elétrica, estudando e avaliando o fator de potência. Sua bagagem profissional veio chocar-se com realidade do funcionário público, as regras existentes, as rotinas, a burocracia, bem diferente da empresa privada, onde a eficiência é cobrada. Não demorou e conseguiu a confiança na equipe que se tornou homogênea e participativa conquistando objetivos. O DAEE é uma Autarquia poderosa que teve um papel relevante no Estado, pois foi depositário das ações de companhias mistas estaduais relativas à energia elétrica, saneamento e telefonia. 

O Engenheiro Rainho, lembra que em 1963, foi marcado por um ano seco, sem chuvas, que prejudicou a produção de energia elétrica, dependente bastante da usina elétrica de Cubatão (hidráulica).   Cada m³ de água que caía na cidade e carreada para a represa Billings produzia 17 KWH em Cubatão. Sem chuvas, precisava se tomar providência quanto ao consumo: estabeleceu-se uma cota, nenhum desperdício poderia acontecer; os luminosos e as vitrines deveriam manter-se apagados. Com esses ajustes, as indústrias e o comercio continuaram funcionando sem dispensar pessoal. O DAEE soube administrar tal situação, e teve pleno êxito, mesmo com a represa Billings ter chegado a 1,6% de sua capacidade.  Considera, Sr. Rainho,  que “quem vai à luta com medo já esta derrotada”. 

Quando o DAEE se interessou pela aquisição  das  centrais elétricas de Rio Claro, Mogi-Mirim, Mogi-Guaçu e Jacutinga, estas fizeram parte da equipe de avaliação que trabalhou direto aos sábados, domingos e no feriado (7/setembro) até a conclusão desse trabalho. Essas concessionárias situavam-se no centro do Estado de SP e por isso, como “filé mignon”,  abrangiam 33 localidades entre municípios e distritos; eram cobiçadas pela Ligth e pela CPFLO. Essa aquisição, que foi bastante vantajosa e recebeu muitos elogios, resultou no nascimento da CESP, Centrais Elétricas do Estado de SP.  Enfim, o DAEE cumpriu seu objetivo, o que era a meta do Engenheiro Yasbek, Superintendente na ocasião, e esse trabalho foi coroado de êxito. 

Ainda na década de 60, colaborou com a equipe que avaliou o acervo e a parte contábil da Central Telefônica de Capão Bonito, que foi adquirida pelo DAEE e transferida para a COTESP (Central Telefônica do Estado de SP),  o que determinou uma alta em suas ações na bolsa de valores. 

Também na década de 60, colaborou com o projeto e o início da obra da Vila dos Remédios, local onde  hoje funciona a FATEC de Osasco. O objetivo desta sede na época era remover do campus da USP a Divisão de Hidrologia e também acomodar a Divisão de Transportes do DAEE. A construção desse prédio não contava com verba específica para o término da obra, foi necessário contar com outros setores que se prontificaram a colaborar, e aí se destacou o Engenheiro Rubens de La Laina Porto. 

Já no fim da década de 60, passou a colaborar com o CTH, onde chefiava a Seção de Construção de Modelos e aproveitou para a execução dos anexos do Laboratório de Hidráulica. Na construção desses anexos, contou com a presença do Engenheiro Bataglini. Embora a construção de grande parte do laboratório de hidráulica estivesse localizada no campus da USP, foi o DAEE que a realizou, época em que o Superintendente era o engenheiro Carlito Flávio Pimenta.           

O DAEE teve uma atuação importante e decisiva no combate à epidemia de meningite que afetou o litoral sul, mais no município de Peruíbe, procedendo e realizando o saneamento, teve êxito, salvou muitas vidas e devolveu a tranqüilidade à região.

O DAEE também teve uma atuação decisiva quando a barragem de Guarapiranga ameaçava romper-se por transbordamento podendo provocar uma tragédia. Com a colocação de sacos de areia na crista da barragem acomodou a situação e o êxito foi total.

Sr Rainho também colaborou na Associação dos servidores do DAEE, ajudando na construção das colônias de férias, cujo Presidente era Sr. Cícero, e cita, como companheiros na ocasião, o Engenheiro Tavares, Sr. Sílvio Campardo,  não esquecendo que o braço forte era o Sr. Décio. Não faltaram os momentos felizes, subia na mesa e cantava como galo quando ganhava no truco. No jantar, erguia a sopeira como troféu ganho no jogo de voleibol, que era disputado entre casados e solteiros.

Participou na elaboração de algumas Normas Técnicas onde o DAEE oferecia sua capacidade e eficiência. 

Ainda hoje se faz presente nas reuniões de colegas de formatura, que acontece periodicamente e em jantares. Diz ter muito prazer em organizar estes eventos,  afinal se formou em 1956, ficando feliz em rever os antigos colegas. 

Sente muitas saudades daquele tempo, e tem orgulho de pertencer à “Família DAEE”,  DAEE onde só tem amigos. 

Sr. Rainho, ainda se mantém dinâmico e explica que “é preciso movimento para não enferrujar”. É mesmo um exemplo de envelhecimento saudável: plenamente atualizado, bem disposto, e de bem com a vida que escolheu.

Ele realmente é uma pessoa bem humorada e saudável, haja vista o seu papel no encontro dos aposentados realizado pelo DAEE em 15/9,onde se destacou contando histórias e piadas aos demais participantes, chegando mesmo em alguns momentos, a tomar o lugar dos palestrantes. Foi aplaudido por todos, inclusive pelos palestrantes.

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1 Comentário »

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  1. 53 anos de casado? 85 anos? vcs esqueceram de pedir o rg dele rs


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